O Flamengo voltou a mirar um sonho antigo para o ataque em 2026, mas a realidade financeira imposta pelo Oriente Médio promete ser um balde de água fria. O Al-Hilal, da Arábia Saudita, definiu o preço para abrir conversas pela venda de Marcos Leonardo: € 25 milhões (cerca de R$ 159 milhões).
A cifra, revelada pelo portal Antenados no Futebol, coloca o atacante brasileiro em um patamar de investimento que, hoje, desafia até mesmo os cofres da Gávea, transformando o interesse em uma operação de altíssima complexidade.
Embora o nome do ex-santista seja monitorado constantemente pela diretoria rubro-negra como o “camisa 9 ideal” para o futuro, o clube saudita não sinaliza liquidação. A pedida reflete uma tentativa de recuperar parte do investimento massivo feito em 2024, quando pagaram € 40 milhões ao Benfica para tirar o jogador da Europa.
Salário de R$ 2,7 milhões/mês: A barreira invisível para o Flamengo
Se a taxa de transferência de R$ 159 milhões já é um obstáculo, o pacote salarial de Marcos Leonardo é o verdadeiro “matador” de negociações no Brasil. O atacante recebe cerca de € 5,1 milhões por ano livres de impostos na Arábia.
- A Conta: Isso equivale a aproximadamente R$ 33,2 milhões anuais, ou um salário mensal na casa de R$ 2,77 milhões. Para o negócio sair, o Flamengo precisaria de uma engenharia financeira inédita ou de uma redução drástica nos vencimentos aceita pelo atleta — algo raro para um jogador de 22 anos com mercado internacional.
“Lista de Estrangeiros” é a única esperança de negócio

Por que o Al-Hilal aceitaria vender um ativo de € 40 milhões por € 25 milhões? A resposta está no regulamento da Liga Saudita. O limite de estrangeiros inscritos é uma dor de cabeça constante para o técnico Jorge Jesus. Marcos Leonardo, apesar dos gols, oscila entre a titularidade e a “lista de excedentes” em competições locais, sendo por vezes priorizado apenas na Champions da Ásia.
Essa brecha é a aposta do Flamengo: se o Al-Hilal precisar liberar uma vaga de estrangeiro para trazer outra estrela, a saída do brasileiro pode virar uma necessidade, forçando os árabes a flexibilizarem as condições de pagamento (parcelamento longo ou empréstimo com obrigação de compra).
Análise Moon BH: A Régua Subiu Demais
O valor de R$ 159 milhões é, na prática, um “não” educado do Al-Hilal. Eles estão dizendo ao mercado: “Querem levar? Paguem como time europeu”. Para o Flamengo, fazer esse movimento seria comprometer o orçamento de toda a temporada em um único jogador.
A única chance real desse negócio acontecer é se o Al-Hilal ficar desesperado para desovar o atleta por questões de inscrição. Fora isso, tirar Marcos Leonardo da Arábia hoje é um luxo que nem o clube mais rico do Brasil parece capaz de sustentar sem ferir sua saúde financeira.