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Flamengo: “Dúvida de R$ 51 milhões”; Viña é barrado e vira negociável para 2026

O futuro de Matías Viña no Flamengo ganhou um enorme ponto de interrogação nas últimas horas. O lateral-esquerdo uruguaio voltou ao radar do mercado não por uma proposta milionária, mas por uma ausência sentida: ele ficou fora da lista de relacionados do Rubro-Negro para a disputa da Copa Intercontinental.

O detalhe que acendeu o alerta é que o corte não foi médico, mas sim por opção técnica. O treinador Filipe Luís optou por levar Alex Sandro e Ayrton Lucas, deixando o investimento de € 8,1 milhões (cerca de R$ 51 milhões) no Rio de Janeiro.

A decisão escancara a perda de prestígio do jogador e o transforma, automaticamente, em um ativo “negociável” para a janela de 2026. Com a lateral esquerda superpovoada e Viña relegado à terceira opção hierárquica, a diretoria do Flamengo admite ouvir propostas, embora o cenário financeiro seja complexo devido ao alto valor pago e à desvalorização recente do atleta.

Por que Viña perdeu espaço no Flamengo?

A queda de Viña tem explicação física e técnica. O jogador sofreu uma lesão gravíssima em 2024 (envolvendo menisco, ligamento cruzado e fratura na tíbia), o que comprometeu sua sequência. O retorno em 2025 foi gradual e irregular, e ele não conseguiu retomar o nível de intensidade exigido.

Enquanto ele se recuperava, Alex Sandro chegou e tomou conta da posição, e Ayrton Lucas recuperou espaço como alternativa de velocidade. Com “três nomes para uma vaga”, o Flamengo já trabalhava internamente com a ideia de negociar um dos laterais na próxima janela para aliviar a folha salarial e o elenco. O corte do Mundial indica que Viña é, hoje, o elo mais fraco dessa corrente.

O Flamengo vende ou não?

Foto: Flickr Flamengo

A resposta curta é: sim, mas não a qualquer preço. O clube não quer “queimar” o ativo vendendo-o na bacia das almas. A estratégia inicial seria tentar recuperá-lo no Campeonato Carioca de 2026, mas se aparecer uma proposta de empréstimo com obrigação de compra ou uma venda que cubra parte do investimento, a diretoria não deve dificultar a saída. O problema é achar quem pague alto por um jogador que vem de lesão séria e é terceira opção no banco.

Análise Moon BH: O Risco do “Custo Afundado”

Se a temporada 2026 começar com Viña encostado, seu valor de mercado cairá ainda mais. O clube precisa ser pragmático: ou cria um plano real de minutos para revalorizá-lo no Estadual, ou aceita uma engenharia financeira (como empréstimo com metas) para estancar a sangria. Hoje, o mercado enxerga Viña como “grife + dúvida física”, uma combinação que nunca gera lucro. O corte do Mundial foi o recado final: a paciência técnica acabou.

Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de futebol, com foco em Atlético, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo há mais de 10 anos.