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Botafogo vê Kadu como ativo estratégico e acima dos R$ 5 milhões

O Botafogo não olha para Kadu apenas como reposição de elenco. A decisão de exercer a compra do lateral-direito, após empréstimo vindo do Remo, mostra que o clube enxerga no jogador algo maior: um ativo com margem de crescimento esportivo e financeiro.

O Botafogo decidiu exercer a cláusula por cerca de US$ 950 mil, em valor próximo de R$ 5 milhões, para ficar com a maior parte dos direitos econômicos do atleta.

Kadu virou aposta de médio prazo no Botafogo

O movimento faz sentido pelo contexto da operação. Kadu chegou em 2025 ainda como nome de base, mas rapidamente entrou no radar do profissional.

Em janeiro, o ge já apontava o lateral como uma das joias do sub-20 para observar na largada da temporada. O texto destacava sua capacidade de apoio no ataque, qualidade no passe e o fato de ele já ter somado jogos e assistência em 2026.

Esse perfil ajuda a explicar a aposta. Lateral jovem com força ofensiva, boa projeção e espaço para desenvolvimento costuma ser ativo valorizado no mercado brasileiro e, principalmente, no externo.

Como o rapaz pode ajudar em campo

Tecnicamente, Kadu parece oferecer ao Botafogo algo que o mercado procura cada vez mais: profundidade pelo corredor e participação ativa na construção ofensiva. Não é apenas um defensor de contenção.

Esse desenho pode ajudar o time de três formas. Primeiro, aumenta a agressividade do lado direito. Segundo, cria concorrência interna na posição. Terceiro, dá ao clube uma peça que pode amadurecer dentro de um ambiente mais forte de treino e competição.

Kadu, jogador do Botafogo em campo
Foto: Vitor Silva/Botafogo

O ponto de atenção é o lado sem bola. Laterais de perfil agressivo normalmente precisam de lapidação em cobertura, leitura defensiva e controle do espaço nas costas. Esse detalhe costuma separar a promessa útil do ativo realmente valioso.

Por que o investimento pode subir

É justamente aí que o negócio fica interessante. O Botafogo não comprou um lateral já consolidado e caro. Comprou um jovem de 20 anos, vindo de uma operação nacional ainda acessível, antes de uma sequência mais longa no profissional.

Na prática, isso significa que o salto de percepção pode ser rápido. Se Kadu ganhar minutagem, mantiver o apoio ofensivo e corrigir as oscilações naturais da idade, o valor de mercado tende a subir com velocidade.

Essa é uma leitura coerente com o modelo da SAF alvinegra, que combina elenco competitivo com formação, scouting e potencial revenda. No caso de Kadu, o investimento parece menos pensado para resolver uma urgência imediata e mais para construir patrimônio técnico.

O que pode acelerar essa valorização

A resposta está menos no discurso e mais na minutagem. Se Kadu começar a aparecer com frequência no time principal, o mercado passa a enxergá-lo em outra prateleira.

Se ficar restrito a poucos jogos, a valorização perde força. Ou seja: o Botafogo parece ter tentado fazer o movimento ideal, comprando antes de o preço subir demais e dando tempo para lapidar o jogador por dentro.

No próximo compromisso, o Botafogo enfrenta o Mirassol na quarta-feira, 1º de abril, às 19h30, no Nilton Santos, pela 9ª rodada do Brasileirão, com transmissão exclusiva do Premiere.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.