O clima no Botafogo azedou dentro e fora de campo. Após a derrota para o Fluminense, o volante Danilo soltou uma bomba na zona mista: ele quase foi vendido para o Nottingham Forest na última semana e não foi avisado por ninguém do clube. A negociação, que envolveria cifras milionárias, só chegou ao ouvido do titular alvinegro através de uma mensagem de celular de um amigo, quando ele já estava concentrado para o jogo. “Foi surpresa… eu não sabia de nada”, desabafou o camisa 8.
O Plano de Textor: A Engenharia de € 33 Milhões
O que Danilo descobriu “por fora” era uma operação complexa arquitetada por John Textor. Segundo o ge, o dono da SAF planejava vender dois titulares para o clube inglês:
- Danilo: Por € 19 milhões (aprox. R$ 123 milhões).
- Montoro: Por € 14 milhões.
A Pegadinha da Dívida: O Botafogo ainda deve cerca de € 20 milhões ao próprio Nottingham Forest pela compra de Danilo (realizada há apenas 6 meses, em julho de 2025). A venda serviria para abater essa dívida e gerar um caixa líquido de € 13 milhões. Na prática, o Botafogo “devolveria” Danilo por um valor menor do que comprou (€ 22 mi na época) para sanar pendências.
Salvo pelo gongo (ou pela Justiça) no Botafogo
A “venda secreta” só não aconteceu porque o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) interveio. A Justiça proibiu a SAF de realizar vendas de ativos após ação movida pelo clube associativo, travando qualquer manobra de Textor. Se não fosse a liminar, Danilo poderia ter acordado vendido para o time de onde veio, sem sequer ter sido consultado.
“Não sabia de nada”
A frase de Danilo escancara a desconexão entre a gestão da SAF e o vestiário. O jogador, que custou R$ 142 milhões e chegou como contratação recorde, virou moeda de troca financeira em menos de um ano. “A gente procura se isolar, focar no trabalho do Martín Anselmi”, tentou explicar o jogador, visivelmente desconfortável com o fato de seu futuro ter sido decidido em gabinetes enquanto ele treinava.