O Botafogo atropelou a Chapecoense em Chapecó. A goleada por 3 a 0 na Arena Condá, pela 12ª rodada do Brasileirão, foi construída com dois gols de Edenílson — aos 10 minutos e de cabeça no segundo lance — e um de Matheus Martins, aos 14. A partida, transmitida pelo Premiere, mostrou um time completamente diferente do que vinha apresentando no campeonato nacional.
O Alvinegro sufocou a Chapecoense desde o apito inicial, calou a torcida da Arena Condá ainda no primeiro quarto de hora e administrou a vantagem até fechar o placar.
Como saíram os gols e o que eles revelam
Edenílson abriu o placar aos 10 minutos aproveitando chegada ao rebote dentro da área. Quatro minutos depois, Matheus Martins ampliou para 2 a 0 e enterrou qualquer esperança de reação da Chapecoense. O terceiro gol voltou a ter Edenílson como protagonista — de cabeça, do meio da área, selando a goleada.
A escalação de Franclim Carvalho já indicava a intenção: Edenílson, Medina e Danilo por dentro; Matheus Martins, Júnior Santos e Arthur Cabral na frente. Um time montado para pressionar desde o começo — e que entregou exatamente isso.
Edenílson, um dos nomes que mais gerou dúvida no início da temporada, foi o grande nome da noite com duas participações diretas no placar.
Veja os gols:
Primeiro
Segundo
Terceiro
O contexto e o peso da vitória
O Botafogo chegava a Chapecó com 13 pontos em campanha irregular — quatro vitórias, um empate e cinco derrotas — e com menos de 72 horas de descanso após vencer o Racing por 3 a 2 na Argentina pela Sul-Americana. A goleada fora de casa, nessas condições, contradiz qualquer leitura de equipe desgastada.
A Chapecoense, por sua vez, estava na 19ª colocação com oito pontos e não vencia desde a estreia. Jogar em casa costuma amplificar a força do time local — mas o Botafogo não deixou esse fator entrar na equação.
Para um clube que oscila entre competições e ainda tenta consolidar identidade no Brasileirão, três gols fora de casa com essa clareza ofensiva é um sinal relevante. Quando Edenílson e Matheus Martins funcionam juntos, o time ganha cara mais vertical e menos dependente de reação.