O Flamengo segue varrendo o mercado em busca de um volante de elite para 2026, mas acaba de encontrar uma porta fechada — e trancada com cadeado duplo — no Rio de Janeiro. O alvo da vez foi Danilo, ex-Palmeiras e atual pilar do meio-campo do Botafogo. O Rubro-Negro fez contatos e monitora a situação, mas a resposta vinda de General Severiano (e dos escritórios de John Textor) foi desanimadora para a Gávea: o jogador é inegociável nesta janela.
A recusa do Botafogo não é apenas rivalidade local. É uma decisão pautada em lógica de mercado e sobrevivência esportiva. Para tirar Danilo do Glorioso hoje, o Flamengo teria que operar um milagre financeiro que superasse até a Premier League e, de quebra, resolver um problema jurídico do rival.
O Muro do “Transfer Ban”
O primeiro grande obstáculo é burocrático. O Botafogo enfrenta um transfer ban (punição da FIFA que impede o registro de novos jogadores).
- A Consequência: Se vender Danilo hoje, o Botafogo não pode registrar um substituto.
- O Risco: Vender um titular absoluto sem poder repor seria suicídio esportivo em um ano de calendário cheio. A diretoria alvinegra entende que o dinheiro da venda não compensaria o buraco técnico deixado no time.
A Régua de R$ 191 Milhões

O segundo obstáculo é financeiro — e é o mais assustador para o Flamengo. Em setembro de 2025, o Botafogo recusou uma oferta oficial do Fulham (Inglaterra) de € 30 milhões (cerca de R$ 191 milhões).
- A Lógica: Se o Botafogo disse “não” para quase R$ 200 milhões vindos da liga mais rica do mundo, por que aceitaria vender para um rival direto no Brasil por menos que isso?
- O Custo: Vale lembrar que Danilo foi a contratação mais cara da história do Botafogo (cerca de € 22 milhões). O clube não vai vender barato quem custou uma fortuna.
A Necessidade do Flamengo vs. O Dilema do Botafogo
O Flamengo tem pressa. Com Saúl voltando de cirurgia e De la Cruz com limitações físicas, o time precisa de um “motor” no meio-campo. Danilo seria o nome perfeito. Do outro lado, o Botafogo vive um paradoxo: o diretor Alessandro Brito admitiu que o clube precisa vender para fazer caixa, mas Danilo é considerado “espinha dorsal”. O Glorioso prefere vender outras peças (menos vitais) do que desmontar o meio-campo que sustenta o time.