O Botafogo viveu uma reviravolta surpreendente (e positiva) em seus bastidores na última janela de transferências. O clube alvinegro havia aceitado duas propostas pelo meia-atacante Savarino, ambas na casa dos € 7 milhões (cerca de R$ 44 milhões na época), vindas do Trabzonspor (Turquia) e do Al-Rayyan (Catar). Quando a saída do jogador parecia certa e o dinheiro prestes a entrar no caixa, o negócio foi “melado” pelo próprio atleta: Savarino “bateu o pé” e recusou as duas ofertas.
A decisão do jogador de abrir mão de propostas financeiramente vantajosas do exterior para permanecer no Rio de Janeiro surpreendeu o mercado e reforçou o novo status do projeto da SAF alvinegra.
Por que Savarino Disse “Não”?
A recusa não foi por valores ou por falta de acordo entre os clubes. O “não” de Savarino foi uma decisão puramente pessoal e familiar. Segundo apuração do ge na época, o fator determinante foi a excelente adaptação de sua família à vida no Rio de Janeiro. Satisfeito com o projeto esportivo do Botafogo e confortável na cidade, o venezuelano optou pela estabilidade e pelo protagonismo no Glorioso.
A “Blindagem” do Botafogo: O Novo Preço para 2026
A permanência de Savarino foi comemorada internamente, e a diretoria agiu rápido para “blindar” seu ativo. O jogador, que já havia renovado em 2025, tem um contrato longo, válido até 31 de dezembro de 2028, e uma multa rescisória estipulada em US$ 20 milhões (cerca de R$ 110 milhões).
Essa “blindagem” contratual, somada à recusa de € 7 milhões do próprio jogador, muda completamente o “preço de etiqueta” de Savarino para a janela de 2026. O valor de mercado do atleta no Transfermarkt é de € 10 milhões, mas a diretoria do Botafogo deixou claro que só abre conversa por valores superiores aos que já foram recusados.

Qualquer clube interessado em 2026 terá que apresentar uma proposta “premium”, provavelmente na faixa de € 8 a 10 milhões, além de bônus e, claro, convencer o jogador a deixar um projeto onde ele é protagonista e está adaptado.
Análise: Um Ativo Esportivo e Moral
O “caso Savarino” é um símbolo da mudança de mentalidade no Botafogo. O clube não apenas tem força financeira para recusar ofertas (como fez com Artur), mas agora também tem um projeto esportivo capaz de convencer seus principais jogadores a quererem ficar, mesmo diante de propostas milionárias do exterior.
Para Davide Ancelotti, a permanência do meia é um trunfo tático. Savarino é uma peça-chave na rotação do ataque, oferecendo drible, velocidade e um salário (estimado em R$ 850 mil/mês) justo pelo seu nível de entrega.
Para 2026, a mensagem está dada: o Botafogo está no controle. A bola está com quem tiver pressa e, principalmente, muito dinheiro para tirar Savarino do Nilton Santos.