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Cruzeiro: Sinisterra volta à Toca e inicia nova etapa de recuperação

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O Cruzeiro voltou a ter Luis Sinisterra na Toca da Raposa II para a continuidade do tratamento da lesão sofrida na coxa esquerda. O atacante colombiano publicou nesta segunda-feira, 19 de outubro, um registro na academia do centro de treinamento, depois de realizar etapas da recuperação no exterior.

Segundo a informação publicada pela Itatiaia sobre o retorno de Sinisterra, a presença na Toca faz parte do processo de reabilitação. A expectativa apresentada pelo veículo continua sendo de volta aos jogos apenas na temporada de 2027.

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O registro aproxima novamente o jogador da rotina do clube, mas ainda não permite colocá-lo entre as opções disponíveis para as partidas. A novidade desta segunda é o local de continuidade do tratamento, sem anúncio de liberação para competir.

Tratamento passou pela Finlândia e pela Colômbia

Sinisterra foi operado na Finlândia após a lesão sofrida em julho. O procedimento ficou a cargo do médico Lasse Lempainen, escolhido para tratar o problema na coxa esquerda, e o jogador iniciou o pós-operatório no país europeu.

Em seguida, o atacante passou por uma etapa de recuperação na Colômbia. Nesse período, realizou trabalhos de fisioterapia e exercícios com acompanhamento do fisioterapeuta Carlos Palomaque, antes de retornar ao centro de treinamento do Cruzeiro.

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A passagem pelo exterior não significou um afastamento do acompanhamento do clube. De acordo com a Itatiaia, o Departamento de Saúde e Performance celeste participou do monitoramento da reabilitação, cuja continuidade agora será feita na Toca II.

O retorno a Belo Horizonte, portanto, é uma atualização sobre o percurso de recuperação. A definição de quando o atacante poderá ser relacionado depende de uma liberação que não foi anunciada na informação divulgada nesta segunda-feira.

Lesão de julho interrompeu sequência no Cruzeiro

O afastamento começou após o problema sofrido diante do Botafogo, em 26 de julho. Sinisterra sentiu a coxa esquerda durante o primeiro tempo, e a avaliação posterior indicou a necessidade de cirurgia para tratar uma lesão considerada complexa.

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Na ocasião, o Moon BH mostrou que o colombiano vinha de nove partidas consecutivas pelo Cruzeiro, cinco delas como titular. A lesão interrompeu justamente uma tentativa de ganhar continuidade, depois de outros períodos fora dos gramados por problemas físicos.

A sequência anterior ajuda a dimensionar o impacto esportivo do afastamento. O atacante estava acumulando participação na equipe quando precisou suspender as atividades competitivas e iniciar um tratamento mais longo, que passou a ocupar o restante de sua temporada.

Em publicação nas redes sociais após a operação, reproduzida pelo ge, o jogador agradeceu pelo atendimento e afirmou: “Grato por este recomeço e, sem dúvidas, voltarei mais forte do que nunca”. A mensagem foi divulgada no início de agosto, ainda na fase inicial do pós-operatório.

Números anteriores mostram o peso dos afastamentos

Um levantamento publicado pelo ge em 3 de outubro apontou que Sinisterra havia ficado fora de 40 das 74 partidas disputadas pelo Cruzeiro desde sua chegada, considerando os afastamentos físicos contabilizados pelo veículo. O recorte correspondia a 54,1% dos jogos e mostrava como as interrupções dificultaram uma sequência mais longa.

Esses números pertencem à data do levantamento, e não representam uma contagem atualizada nesta segunda-feira. Ainda assim, ajudam a explicar por que a recuperação tem importância que ultrapassa a disponibilidade para um compromisso específico: o desafio do atacante é voltar a sustentar participação ao longo do calendário.

A trajetória recente reúne momentos distintos que precisam ser considerados em conjunto. Houve uma sequência de utilização antes da lesão de julho, mas também um histórico de ausências que impediu o colombiano de manter regularidade desde sua chegada ao futebol brasileiro.

Retorno ao CT é diferente de retorno às partidas

Sinisterra chegou ao Cruzeiro em 2025, inicialmente por empréstimo, e posteriormente teve sua contratação em definitivo registrada na cobertura do Moon BH. A continuidade do vínculo dá à recuperação um horizonte que vai além das rodadas restantes de 2026.

Para o planejamento esportivo, o ponto central é quando o jogador poderá voltar a participar das atividades competitivas e oferecer uma alternativa ao ataque. Estar na academia do CT, por si só, não responde a essa pergunta nem estabelece uma data para a primeira partida após o afastamento.

A próxima mudança relevante será uma atualização sobre sua disponibilidade para os trabalhos com a equipe. Até lá, a volta à Toca deve ser entendida como continuidade da reabilitação, com expectativa de retorno em 2027 e sem um dia definido para o reencontro com os gramados.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.