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Cruzeiro está fora do G5, mas matemática ainda coloca Raposa à frente de rival

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Os últimos 13 dias trouxeram duas eliminações para o Cruzeiro, primeiro na Libertadores e depois na Copa do Brasil. Quando o olhar sai dos mata-matas e volta para o Campeonato Brasileiro, porém, existe um dado capaz de colocar a reta final de 2026 sob uma perspectiva bem mais positiva: a Raposa possui 41,7% de chance de terminar no G5, segundo o Departamento de Matemática da UFMG.

O percentual é particularmente interessante porque o Cruzeiro ocupa atualmente a sexta colocação, com 39 pontos. Mesmo estando atrás do Bahia na tabela, a projeção matemática coloca o time mineiro com uma probabilidade maior de conquistar uma vaga no G5 do que o próprio adversário que hoje ocupa a quinta posição.

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Cruzeiro tem a quinta maior chance de G5 do campeonato

Na projeção atualizada da Universidade Federal de Minas Gerais, apenas quatro clubes aparecem acima do Cruzeiro quando o assunto é a probabilidade de terminar entre os cinco primeiros.

Palmeiras lidera com 99,5%, seguido por Flamengo, com 98,2%, Athletico-PR, com 87,4%, e Fluminense, com 60,2%. Logo depois aparece a Raposa, com 41,7%, enquanto o Bahia possui 38,8%.

A ordem é diferente da classificação atual. O Bahia ocupa o quinto lugar com 40 pontos, um a mais que o Cruzeiro, mas ainda assim aparece atrás da equipe mineira no modelo probabilístico.

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Mais abaixo estão Atlético, com 25,1%, Coritiba, com 21,1%, e Bragantino, com 16,4%. A matemática, portanto, coloca o Cruzeiro efetivamente como um dos cinco candidatos mais fortes às cinco primeiras posições, mesmo que a tabela momentânea ainda não mostre isso.

Há poucas semanas, o Cruzeiro chegou a ter quase 48%

O percentual atual também precisa ser observado dentro do contexto recente. Depois da 23ª rodada, quando o Cruzeiro havia acabado de vencer o Corinthians por 2 a 1 fora de casa, a chance de classificação calculada pela UFMG chegou a 47,8%.

Aquele resultado fez parte de uma sequência que colocou a Raposa entre os melhores times do país depois da Copa do Mundo. O Moon BH mostrou que o Cruzeiro chegou a ser o clube da Série A com mais vitórias acumuladas desde a retomada do calendário.

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A derrota para o Vasco no Brasileiro contribuiu para diminuir a projeção, mas não retirou o time do grupo principal de candidatos à vaga. Mesmo depois do tropeço, a probabilidade permanece acima de 40%.

Isso mostra que a boa sequência anterior construiu uma margem que ainda mantém o Cruzeiro competitivo na disputa continental.

Cinco reservas já mostraram que elenco pode responder

Outro motivo para olhar a reta final com alguma confiança está naquilo que o elenco já conseguiu entregar quando Artur Jorge precisou mudar a equipe.

Na vitória sobre o Corinthians, o treinador preservou nomes importantes pensando na Libertadores e alterou boa parte da formação. Ainda assim, o Cruzeiro venceu por 2 a 1 em plena Neo Química Arena.

Na ocasião, o Moon BH mostrou como os reservas passaram a oferecer opções reais ao treinador. Fabrício Bruno, Gabriel Rojas, Gerson, Matheus Pereira e Arroyo começaram fora do time, enquanto peças menos utilizadas ajudaram a construir o resultado.

Com menos competições pela frente, esse elenco deixa de ser necessário apenas para rodízio e passa a funcionar também como concorrência interna durante as últimas 13 rodadas.

Matheus Pereira chega à reta final em sua temporada mais goleadora

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Existe ainda um fator individual positivo. Matheus Pereira chegou a 11 gols na temporada e está a apenas um de estabelecer o melhor ano goleador de toda a carreira.

O camisa 10 não depende mais exclusivamente das assistências para decidir partidas. Sua maior presença na área acrescentou uma nova forma de contribuição justamente em uma temporada na qual o Cruzeiro precisou encontrar diferentes caminhos ofensivos.

Kaio Jorge também segue como uma das referências da equipe e marcou contra o Atlético mesmo na eliminação da Copa do Brasil. O atacante chegou a sete gols em clássicos contra o rival neste século, marca que reforça sua importância mesmo em uma noite que terminou negativamente para a Raposa.

Eliminações não apagam o que ainda está em disputa

Ser eliminado de duas Copas em menos de duas semanas muda a avaliação da temporada. O Cruzeiro perdeu duas possibilidades concretas de título e agora terá apenas o Brasileiro para tentar encerrar 2026 com um resultado relevante.

Mas isso não significa que a temporada tenha entrado apenas em modo de sobrevivência. A diferença entre a Raposa e o Bahia é de somente um ponto, enquanto o modelo da UFMG continua vendo o Cruzeiro como o quinto clube com maior probabilidade de terminar no G5.

A tabela ainda coloca o time do lado de fora. A matemática, curiosamente, já enxerga um cenário um pouco mais favorável.

Depois de duas eliminações dolorosas, esse talvez seja o dado mais importante para mudar o foco: o Cruzeiro ainda depende de uma reta final competitiva para transformar 2026 em mais uma temporada com vaga na Libertadores, e suas chances continuam próximas de uma em duas.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.