Enquanto as principais notícias sobre o Cruzeiro em 2026 passam pelas contratações, resultados e decisões dentro de campo, uma transformação menos visível também ocorreu na Toca da Raposa II. Um prédio que chegou a permanecer inacabado e ser utilizado como depósito foi incorporado à estrutura profissional e hoje reúne parte das principais áreas de saúde e performance do clube.
Uma visita divulgada nesta segunda-feira pela UOL, (24) mostrou detalhes do espaço utilizado diariamente pelo elenco. A estrutura conta com academia modernizada, piscina climatizada, fisioterapia, fisiologia, departamento médico, espaços de recuperação, refeitório e áreas destinadas à convivência dos atletas.
O contraste fica ainda maior quando se observa a história recente do prédio.
Obra começou em 2019 e ficou paralisada
A construção da estrutura teve início em 2019, antes mesmo da transformação do futebol do Cruzeiro em SAF. As obras foram interrompidas e o espaço permaneceu sem utilização esportiva adequada durante anos.
Internamente, o prédio chegou a ganhar apelidos ligados ao estado de abandono e também foi utilizado como uma espécie de depósito.
A estrutura começou a ganhar nova finalidade no processo de modernização da Toca da Raposa II. Sob a atual administração da SAF, áreas diretamente ligadas à preparação dos jogadores foram ampliadas e concentradas no local.
Uma das principais mudanças aconteceu na academia. Além da ampliação física, o Cruzeiro adquiriu equipamentos novos para trabalhos de força, prevenção de lesões e acompanhamento do desempenho.
O clube também instalou uma piscina climatizada destinada a atividades de recuperação e reabilitação muscular.
Saúde e recuperação ganharam espaço próprio
O projeto não ficou restrito à academia.
A estrutura reúne ambientes específicos para fisioterapia, fisiologia, nutrição, podologia e atendimento médico. Há enfermaria, consultório e sala destinada a procedimentos, além de áreas voltadas aos trabalhos de recuperação dos jogadores.
O balneário dispõe ainda de sauna e banheiras de hidromassagem.
A ideia foi concentrar serviços que fazem parte da rotina do elenco profissional, diminuindo deslocamentos internos e aproximando os diferentes setores responsáveis pela preparação física e pela saúde dos atletas.
A modernização também chegou à hotelaria da Toca II. Quartos foram reformados e receberam novo mobiliário, camas e banheiros.
Em 2026, durante a paralisação provocada pela Copa do Mundo, o Cruzeiro aproveitou o período sem jogos para realizar novas intervenções, desta vez com foco também nos vestiários.
Toca passou a oferecer espaços de convivência
Uma segunda etapa da transformação acrescentou áreas menos relacionadas diretamente aos exercícios físicos, mas importantes para a rotina de um elenco que passa grande parte do dia no centro de treinamento.
O novo espaço possui refeitório exclusivo para o futebol profissional e uma sala de convivência com sofás e televisão. Uma varanda voltada para os campos completa a área destinada aos atletas.
Esses ambientes ajudam a aproximar a Toca II de um modelo no qual o centro de treinamento deixa de ser apenas o local da atividade em campo e concentra alimentação, recuperação, análise, descanso e convivência.
A mudança é relevante principalmente quando comparada à situação encontrada poucos anos atrás.
Investimento de bastidor acompanha nova fase do Cruzeiro
Não é possível atribuir resultados esportivos diretamente à reforma de um centro de treinamento. O desempenho de uma equipe depende de elenco, comissão técnica, planejamento, execução e uma série de outros fatores.
A transformação da Toca, porém, ajuda a mostrar outra dimensão do investimento realizado pelo Cruzeiro nos últimos anos.
Enquanto contratações recebem naturalmente maior atenção da torcida, infraestrutura é um investimento de longo prazo e permanece no clube independentemente de quem esteja dentro de campo.
Em uma temporada na qual o Cruzeiro voltou a disputar grandes decisões, a diferença entre o prédio abandonado encontrado anos atrás e a estrutura apresentada atualmente ajuda a dimensionar uma mudança que ocorreu longe dos estádios, mas passou a fazer parte da rotina de quem veste a camisa celeste.


