O técnico Artur Jorge decidiu ir para o “tudo ou nada” e chocou os bastidores do Mineirão na noite desta terça-feira (28). A minutos do apito inicial contra o Boca Juniors, pela Libertadores, o Cruzeiro confirmou a escalação oficial barrando o pressionado Matheus Cunha e lançando o jovem Otávio, de 20 anos, como titular absoluto na meta celeste. A decisão muda todo o roteiro tático do confronto que começa às 21h30 (com transmissão de ESPN e Disney+).
A escalação oficial e a trinca de meio-campo
Além da bomba no gol, o Cruzeiro vai a campo com força máxima nos demais setores, com o retorno dos atletas que foram preservados no Campeonato Brasileiro. O treinador aposta em um meio-campo combativo para asfixiar os argentinos desde o primeiro minuto.
O XI inicial escolhido pela comissão técnica para a “final” antecipada é o seguinte:
- Goleiro: Otávio.
- Defesa: Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki.
- Meio-campo: Lucas Romero, Gerson e Christian.
- Ataque: Matheus Pereira, Arroyo e Kaio Jorge.
A aposta de altíssimo risco na meta celeste

A decisão de bancar Otávio no jogo de maior pressão da temporada é uma ruptura brusca de planejamento. A comissão técnica havia evitado expor o garoto no Campeonato Brasileiro, mas o desgaste técnico e emocional de Matheus Cunha com as arquibancadas forçou a mudança de rota de última hora.
Ao tomar essa decisão, Artur Jorge joga o jovem goleiro no olho do furacão. A aposta é que a frieza demonstrada por Otávio contra o Goiás se repita hoje, entregando a segurança e a leitura limpa na saída de bola que o time perdeu após a lesão do veterano Cássio.
O cenário contra o Boca e a urgência da vitória
Enquanto a Raposa surpreende na escalação, o Boca Juniors entra em campo esfacelado. Apesar da invencibilidade de 14 jogos, os argentinos não contam com Cavani, Marchesín, Ander Herrera e Carlos Palacios, todos vetados pelo departamento médico.
Com Christian reforçando a pegada ao lado de Romero e Gerson, a estratégia celeste é não deixar o Boca “respirar” ou cadenciar o jogo com Leandro Paredes.
Com apenas três pontos no Grupo D (contra seis do rival), o Cruzeiro entra em campo sabendo que o risco assumido por Artur Jorge precisa se transformar em três pontos para evitar um colapso precoce no torneio.
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