O primeiro tempo do duelo entre Cruzeiro e Boca Juniors pela Libertadores terminou sem gols, mas com o roteiro perfeito para a Raposa no Mineirão. Aos 46 minutos, o atacante argentino Adam Bareiro foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por uma entrada perigosa. Com um homem a mais em campo para a etapa final, a equipe de Artur Jorge ganha uma oportunidade de ouro para dominar o líder do Grupo D e reequilibrar a chave.
O nervosismo argentino e a expulsão capital
O confronto entregou exatamente o que se espera de um Brasil x Argentina no principal torneio do continente: um jogo truncado, físico e de altíssima tensão emocional.
O Boca Juniors apostou em um jogo duro para amarrar o meio-campo celeste, mas a agressividade custou caro. Em um apagão disciplinar de apenas seis minutos, Adam Bareiro recebeu o primeiro amarelo aos 40 e foi para o chuveiro mais cedo aos 46. O lance desmontou a prancheta xeneize e entregou de bandeja o controle tático para a equipe mineira.
Aposta em Otávio funciona e ataque assusta
A superioridade celeste já era visível antes mesmo do cartão vermelho. Surpresa absoluta na escalação inicial, o jovem goleiro Otávio atravessou a primeira etapa de forma segura, sem ser vazado, justificando a aposta de altíssimo risco de Artur Jorge, que barrou o pressionado Matheus Cunha.
Do meio para frente, a Raposa foi quem esteve mais perto de balançar a rede, criando as duas melhores chances de perigo real da partida:
- Aos 2 minutos: Keny Arroyo encontrou espaço e arriscou uma finalização forte de fora da área, assustando a defesa visitante.
- Aos 36 minutos: Fabrício Bruno subiu mais alto que a zaga após cobrança venenosa de escanteio de Matheus Pereira e quase inaugurou o placar de cabeça.
A matemática da Libertadores e o mapa da vitória
O contexto da tabela não permite erros de cálculo. O Boca entrou em campo com 100% de aproveitamento, enquanto o Cruzeiro iniciou a rodada em terceiro lugar. Com 45 minutos pela frente e vantagem numérica, a vitória deixou de ser apenas um desejo e virou uma obrigação esportiva.
A chave para o segundo tempo é a maturidade competitiva. O Cruzeiro não pode confundir vantagem numérica com correria desorganizada. O Moon BH segue acompanhando ao vivo em tempo real.
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