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Cruzeiro perdeu e Matheus Cunha desabafou, agora diretoria tem decisão urgente nas mãos

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Como mostrou o Moon BH no início da semana, o Cruzeiro não está confortável com o desempenho de Matheus Cunha e a derrota de ontem à noite para o Universidad Católica só traz a tona a urgência que a diretoria do time precisa tomar o quanto antes: um goleiro mais experiente precisa chegar.

“Eu acho que não eram defensáveis. Duas cabeçadas a cinco metros de distância de mim, eu não acho que eram defensáveis”, disse o goleiro em entrevista pós-jogo. Ele considera que a torcida pode criticar, mas o time não pode se desestabilizar ou perder tempo com lamentações:

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“A torcida têm a opinião dela. Eu recebi um apoio no início do jogo, que foi super importante para mim, mas é seguir trabalhando, a gente não tem tempo para ficar lamentando”.

O “plano Cássio” que desmoronou

A raiz do problema é estrutural. Matheus Cunha foi contratado no início do ano para ser uma peça de composição e respiro na ausência de Cássio. O plano da SAF não era entregar nas costas dele a responsabilidade de carregar a meta de forma solitária em uma sequência decisiva de Brasileiro e Libertadores.

O cenário ruiu com a grave lesão multiligamentar do ídolo titular. Sem sua principal referência por um longo período, a diretoria se viu obrigada a refazer a rota.

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O vestiário protege, o mercado age

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Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O técnico Artur Jorge faz o papel que lhe cabe como líder. Na coletiva, evitou individualizar a culpa, protegeu o goleiro e afirmou que o elenco precisa estar pronto para responder. É o discurso padrão (e necessário) de vestiário.

Contudo, a leitura externa é cristalina: enquanto o treinador atua como escudo no gramado, a diretoria liga o radar financeiro nos escritórios. O Cruzeiro não procura apenas um nome para “fazer sombra”, mas um atleta com lastro e leitura de área suficientes para segurar a pressão até o retorno de Cássio.

A urgência não se sustenta em um ou outro lance isolado, mas na repetição de uma insegurança coletiva. O desabafo de Cunha foi legítimo, mas virou o retrato de um clube que o defende diante das câmeras, enquanto trabalha por uma nova solução nas planilhas.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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