O Cruzeiro esbarra em um dos dilemas táticos e financeiros mais complexos da próxima janela de transferências: negociar a principal âncora do seu sistema defensivo para financiar a chegada de um atacante de peso. Com sondagens da Juventus, da Itália, e do Al-Rayyan, do Catar, o zagueiro Fabrício Bruno voltou ao radar internacional e pode ser a chave de uma engenharia milionária nos bastidores da equipe de Belo Horizonte.
A diretoria do Cruzeiro, porém, não cogita uma liquidação. Para tirar o defensor do clube, o mercado precisará alcançar a “cifra de elite” estipulada pela SAF cruzeirense: R$ 90 milhões para abrir as conversas.
O salto patrimonial de uma peça insubstituível no Cruzeiro
O valor exigido não surge por acaso. Com contrato longo até o fim de 2030 e passagens recentes pela Seleção Brasileira, Fabrício Bruno vive o ápice de sua valorização técnica vestindo a camisa do Cruzeiro.

Contratado junto ao Flamengo em 2025 por cerca de 7 milhões de euros, o zagueiro tornou-se o pilar de liderança da equipe. Uma venda pelo piso de R$ 90 milhões representaria um lucro colossal para o Cruzeiro em um curtíssimo espaço de tempo. O desafio é decidir se o impacto de perder a referência da zaga compensa a injeção financeira.
A arriscada engenharia para trazer Everton Cebolinha
É exatamente neste cenário de cofres cheios que o nome de Everton Cebolinha reaparece com força no planejamento do Cruzeiro. O atacante atende à demanda do técnico Artur Jorge por mais agressividade e quebra de linhas pelos lados do campo.
O cenário joga a favor do time mineiro. O Flamengo já sinalizou que não pretende renovar o contrato do atleta e admite uma liberação no meio do ano. No entanto, a operação embute riscos para o Cruzeiro:
- Incerteza clínica: O atacante sofreu uma fratura na costela no início de abril, quebrando seu ritmo de jogo.
- Custo operacional: Trata-se de um jogador com padrão salarial altíssimo para a atual estrutura de custos da equipe celeste.
O choque de perfis táticos e a prova de fogo no Mineirão
O Cruzeiro sofre hoje com certa previsibilidade ofensiva. Cebolinha traria o peso do um contra um para alargar o campo. Contudo, desmontar a espinha dorsal substituindo Fabrício Bruno no meio do calendário exige uma reposição no mercado beirando a perfeição.
Enquanto a janela não chega, o Cruzeiro entra em campo neste domingo, 12 de abril, às 18h30, contra o Red Bull Bragantino, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro (transmissão de SporTV e Premiere). Com sua defesa titular garantida, o clube tentará provar que a base atual é sólida o suficiente para competir no topo.