O grito que estava entalado na garganta do torcedor celeste há sete anos finalmente ecoou com força máxima no Mineirão. Em um clássico tenso, de muita imposição física e disputado palmo a palmo neste domingo (8), o Cruzeiro venceu o Atlético-MG e conquistou o título do Campeonato Mineiro de 2026. A vitória não apenas encerra o incômodo jejum estadual da Raposa, mas também impõe um freio brusco ao rival, que viu escapar o sonhado heptacampeonato consecutivo.
A consagração de um elenco que vinha sob forte pressão teve um nome e um minuto exatos para acontecer. Aos 15 minutos do segundo tempo, Kaio Jorge mostrou por que se tornou o ativo de 22 milhões de euros da SAF cruzeirense. O camisa 9 encontrou o caminho das redes e fez a metade azul do Mineirão explodir. O gol coroou a paciência de uma equipe que soube suportar o ímpeto atleticano e ser letal no terço final.
O alívio para Tite e a blindagem de Pedrinho

Para o técnico Tite, a taça representa um respiro monumental. Cobrado por um início de Brasileirão oscilante, o comandante ganha sobrevida, paz no vestiário e moral para a sequência da temporada.
A conquista também valida a estratégia de bastidor de Pedrinho BH. Na véspera da decisão, o dono da SAF escolheu ignorar publicamente a polêmica envolvendo Leonardo Jardim e o Flamengo, blindando o elenco de qualquer ruído. O foco absoluto no campo rendeu a resposta perfeita: troféu na mão e crise arquivada.
Os obstáculos de Domínguez no Galo
Do lado do Atlético-MG, o revés na primeira grande final de Eduardo Domínguez impõe um choque de realidade. O xadrez tático do Galo sofreu um baque logo aos 16 minutos do primeiro tempo, quando o jovem Mamady Cissé — que vinha sendo o “termômetro” da equipe — sentiu uma lesão e precisou ser substituído por Igor Gomes. Sem a dinâmica ideal e esbarrando no sólido bloqueio celeste, o time alvinegro não encontrou forças para reverter o placar.