O mercado da bola de 2026 acaba de ganhar um novo capítulo de tensão entre duas das SAFs mais poderosas do país. O Cruzeiro entrou no modo “monitoramento ativo” e passou a ser a grande sombra do Botafogo na disputa pela contratação do volante Zé Lucas, joia de 17 anos do Sport e ex-capitão da Seleção Brasileira Sub-17. Enquanto John Textor tenta acelerar os papéis com uma oferta que gira em torno de 10 milhões de euros (mais de R$ 53 milhões), a Raposa observa a negociação de perto, pronta para dar o bote caso o clube carioca esbarre nas altas exigências dos pernambucanos.
Tirar Zé Lucas de Recife não é tarefa para amadores. O Sport sabe que tem um ativo de prateleira europeia nas mãos e blindou o garoto com um contrato até abril de 2028. A multa rescisória para o mercado interno é assustadora e fez o Flamengo desistir: R$ 100 milhões.
O Botafogo possui um acordo verbal com o estafe do jogador, mas precisa convencer o Sport a aceitar um valor menor que a multa. A missão é dura, visto que a diretoria rubro-negra já recusou uma proposta de 12,5 milhões de euros (cerca de R$ 80 milhões na época) do exterior. Um detalhe, porém, esfria o leilão a curto prazo: Zé Lucas ainda não jogou em 2026 pois se recupera de uma fibrose muscular.
A Estratégia do Cruzeiro: O Bote Calculado
O Cruzeiro tem um meio-campo estruturado, mas enxerga em Zé Lucas a “oportunidade de ouro”: um volante com leitura de jogo absurda, imposição física e um potencial de revenda colossal.
A tática celeste não é entrar em um leilão de dinheiro à vista com Textor, mas sim oferecer uma engenharia financeira mais criativa ao Sport. A diretoria cruzeirense estuda formatos como um empréstimo oneroso com obrigação de compra atrelada a metas, ou uma compra fatiada mantendo um grande percentual de vitrine para os pernambucanos no futuro.
A Pressão do Relógio no Botafogo: O Fator “Europa”
O que acelera o desespero de Botafogo e Cruzeiro é o calendário. Zé Lucas completa 18 anos no fim de março. Assim que atingir a maioridade, a “porteira” do assédio europeu se abre por completo, permitindo que gigantes como o Barcelona (que já o monitorou) o levem imediatamente.
Zé Lucas é o tipo de contratação que define o tamanho da ambição de uma SAF. Para o padrão do futebol brasileiro, pagar mais de R$ 50 milhões em um garoto que se recupera de lesão parece loucura. Mas, para quem pensa grande, é uma aposta que se paga com juros em dois anos.