O susto foi grande, mas o Cruzeiro ganhou um motivo para respirar aliviado. O atacante Chico da Costa deixou o campo na partida contra o Betim sentindo fortes dores na coxa direita, após uma arrancada que terminou com a bola na rede (gol que foi anulado por impedimento). O temor de uma lesão cirúrgica assombrou o departamento médico da Toca da Raposa, mas os exames trouxeram a melhor notícia possível.
A diretoria celeste confirmou que o atleta sofreu uma lesão muscular, mas o tratamento será totalmente conservador (sem necessidade de cirurgia). Com isso, o cenário mais pessimista foi descartado e há chances reais de o centroavante voltar aos gramados em um prazo menor do que dois meses.
O Cruzeiro adotou a política de não divulgar o prazo oficial nem o grau exato da lesão, mas a medicina esportiva nos dá as pistas. Em lesões musculares na coxa tratadas de forma conservadora, a régua de recuperação funciona assim:
- Grau 1 (Leve): Retorno entre 2 e 3 semanas.
- Grau 2 (Moderada): Retorno entre 4 e 8 semanas.
- Grau 3 (Grave): 10 a 12 semanas.
Como a imprensa local já noticiou que ele está fora de combate “neste mês”, a leitura clínica é clara: trata-se provavelmente de uma lesão de Grau 2. O teto de recuperação seria de 8 semanas (dois meses), mas se o atleta responder bem à fisioterapia, a volta antecipada no primeiro terço da temporada é muito provável.
O “Plano B” de Tite no Cruzeiro Enquanto o Reforço Não Volta
Até se machucar, Chico da Costa somava cinco jogos com a camisa do Cruzeiro e ainda buscava seu primeiro gol oficial. Ele não era uma peça “intocável” entre os titulares de Tite, o que facilita o remanejamento tático.
Sem ele, a comissão técnica já definiu como o ataque vai funcionar:
- Kaio Jorge: Segue como o dono absoluto da posição e principal referência ofensiva.
- Néiser Villarreal: Ganha espaço imediato e se torna o “reserva direto” no comando do ataque para os momentos de rotação.
A lesão de Chico da Costa é aquele tipo de tropeço chato, mas que, no fim das contas, foi um alívio. Se fosse algo cirúrgico, o Cruzeiro perderia o jogador para o Brasileirão inteiro. Como o tratamento é conservador, a questão virou apenas gerenciar o calendário.