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Santos crava saída, se livra de salário e joga ‘bomba’ financeira no colo do Cruzeiro

O mercado da bola não vive apenas de contratações milionárias; às vezes, a melhor jogada de uma diretoria é saber a hora exata de cortar gastos. O Santos tomou uma decisão de bastidor que vai dar um respiro gigantesco aos cofres da Vila Belmiro, mas que promete gerar uma dor de cabeça imediata na Toca da Raposa:o empréstimo do atacante Lautaro Díaz não será renovado.

A devolução do jogador ao Cruzeiro escancara como o futebol moderno é um jogo de xadrez financeiro. O Peixe corta um custo pesado de 100%, enquanto o clube mineiro herda de volta um contrato longo e caro de um atleta que não estava nos planos iniciais.

Para entender o tamanho do alívio santista, é preciso olhar para o contrato original. Quando o Santos trouxe Lautaro, o acordo foi costurado da seguinte forma:

  • O Peixe pagou R$ 500 mil ao Cruzeiro pela cessão temporária.
  • O Santos assumiu 100% do salário mensal do atacante durante todo o período do empréstimo.
  • Havia uma opção de compra fixada (estimada entre € 3 milhões e € 3,5 milhões), que agora vira pó.

Ou seja, na fotografia de hoje, o Santos carrega o peso total do atleta no balanço mensal, enquanto o Cruzeiro desfruta de um alívio total na rubrica.

O “Efeito Bumerangue” na Folha Salarial

Raul Baretta / Santos FC

O vínculo de empréstimo vai até 31 de julho. Com a decisão do Santos de não estender a permanência, o impacto nas finanças dos dois clubes a partir de agosto é drástico:

  1. A Folga no Santos: O clube paulista zera a despesa com Lautaro. Esse dinheiro “livre” abre espaço imediato no orçamento para a diretoria ir ao mercado no meio do ano e realocar o valor em um atacante com outro perfil.
  2. O Problema no Cruzeiro: O custo integral do jogador volta como um bumerangue para a folha de pagamento da Raposa. E o detalhe que assusta: Lautaro tem um contrato longo com o Cruzeiro, válido até junho de 2028.

A Corrida Contra o Tempo no Cruzeiro

O Cruzeiro não pode se dar ao luxo de deixar um jogador com o salário de Lautaro encostado no CT. A diretoria celeste terá que se mexer rápido antes de agosto para encontrar uma nova saída racional: buscar um novo empréstimo (tentando dividir os salários com outro clube) ou cavar uma venda definitiva em mercados alternativos.

A decisão do Santos é menos sobre a qualidade de Lautaro Díaz e mais sobre eficiência de gestão. Cortar um salário que o clube bancava integralmente é o caminho mais rápido para abrir margem financeira na janela do meio do ano. O Peixe agiu com pragmatismo: se não vai comprar, não faz sentido esticar o empréstimo e gastar dinheiro à toa.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.