A fase do Cruzeiro é péssima (vice-lanterna do Brasileirão), e a lupa da torcida agora se volta para o banco de reservas — especificamente para a figura de Matheus Bachi, filho e auxiliar técnico de Tite. Após o empate sofrido contra o Mirassol, o atacante Kaio Jorge foi colocado na parede sobre a influência de Matheus no dia a dia. A resposta tentou blindar o ambiente, mas acabou revelando que o filho do “professor” tem voz ativa nas decisões táticas e que o elenco tem cobrado mudanças diretamente a ele.
“Ele Conversa Bastante” no Cruzeiro
Kaio Jorge detalhou como funciona a hierarquia familiar na Toca.
“O staff… acho que são seis, sete. O filho do Tite conversa bastante com a gente nesse termo tático… e a gente também passa algumas situações para ele que a gente precisa melhorar, porque do jeito que está, a gente não está satisfeito”, disparou o camisa 9.
A frase confirma que o diálogo tático passa muito por Matheus, o que gera ruído na torcida quando o time apresenta desorganização em campo.
O Histórico de Atritos
Não é a primeira vez que o nome de Matheus Bachi ganha as manchetes. Recentemente, contra o América-MG, o próprio Tite admitiu publicamente ter dado uma bronca no filho por “reclamação excessiva” com a arbitragem. A postura explosiva do auxiliar contrasta com a imagem de equilíbrio que Tite tenta passar, e em momentos de crise (como agora), isso vira combustível para questionamentos sobre nepotismo e competência.
A Pior Defesa do Brasil
O contexto piora tudo. O Cruzeiro tem a pior defesa deste início de Brasileirão (8 gols sofridos em 3 jogos) e levou gols em 70% das partidas sob o comando da nova comissão. Quando Kaio Jorge diz que “a gente passa situações que precisa melhorar”, fica claro que os jogadores estão vendo os buracos na defesa e cobrando soluções da comissão técnica — seja do pai ou do filho.
A declaração de Kaio Jorge mostra que o elenco respeita Matheus, mas também cobra. O problema do Cruzeiro hoje não é quem dá o treino, é quem arruma a defesa. Se Tite não estancar a sangria de gols sofridos, a presença ativa de Matheus Bachi na beira do campo vai deixar de ser “apoio tático” para virar alvo preferencial da fúria da arquibancada. A torcida quer resultado, não resenha em família.