O homem que hoje assina cheques milionários para reforçar o Cruzeiro e comanda a quinta maior rede de supermercados do Brasil nunca esqueceu de onde veio. Em um gesto que emocionou a internet e a Nação Azul, Pedro Lourenço (Pedrinho BH) protagonizou uma cena histórica: ele recomprou e “trouxe para casa” a primeira caminhonete usada no início da operação do Supermercados BH, lá em 1996.
Mais do que um veículo, a caminhonete (restaurada e impecável) é o símbolo físico do suor que construiu o império. Pedrinho fez questão de reunir os filhos ao redor da “relíquia” para apresentar o carro que carregou o sonho antes dos bilhões.
O Carro que Carregou o Sonho do dono do Cruzeiro
Antes das centenas de caminhões e das mais de 300 lojas espalhadas por Minas (e agora no Espírito Santo), tudo começou com essa picape.
- A História: Em 1996, era nela que Pedrinho carregava mercadorias, fazia entregas e buscava insumos.
- O Resgate: Três décadas depois, o empresário localizou o veículo, comprou de volta e o transformou em peça de museu da própria vida.
- O Momento: A imagem dele apresentando o veículo aos herdeiros é uma aula de valores: mostra que o conforto de hoje foi pago com o trabalho duro daquela época.
Símbolo de “Mineiridade”
A atitude de Pedrinho reforça a conexão dele com o público mineiro e com a torcida do Cruzeiro. Diferente de investidores estrangeiros ou “frios”, Pedrinho é gente como a gente. A famosa “caminhonete vermelha”, que já aparecia em pinturas no escritório do empresário como um lembrete de humildade, agora é real. É a prova material de que o “Rei de Minas” construiu tudo tijolo por tijolo (ou melhor, entrega por entrega).
A Mensagem para a Raposa
Para o torcedor celeste, o gesto tem um significado especial. Mostra que o dono da SAF valoriza a história e a construção de legado. Quem cuida com tanto carinho de uma caminhonete velha porque ela representa sua origem, certamente cuidará com o mesmo zelo da história centenária do Cruzeiro.
Pedrinho BH deu uma aula de marketing sem gastar um centavo em publicidade. Ao resgatar a caminhonete de 1996, ele humaniza a figura do bilionário.
Num mundo de aparências, o dono do Cruzeiro prefere mostrar a “ferramenta de trabalho” do que um iate de luxo. Isso gera identificação imediata. O torcedor olha e pensa: “esse cara sabe o valor do trabalho”. E, ao levar os filhos para ver, ele garante que a próxima geração entenda que o império (e o Cruzeiro) não caiu do céu, mas foi carregado na caçamba de uma picape usada nos anos 90. É o tipo de raiz que faz a diferença.