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Gerson no Cruzeiro fala o que pensa de Matheus Pereira usando a camisa 10

Se alguém tinha dúvida sobre como seria o encaixe de egos no “Super Cruzeiro” de 2026, Gerson tratou de acabar com a discussão. A contratação mais cara da história do clube (R$ 176 milhões) abriu o jogo sobre sua parceria com Matheus Pereira e não poupou elogios ao maestro da equipe.

Em declaração que viralizou entre a torcida celeste, o “Coringa” deixou a vaidade de lado, reconheceu a hierarquia técnica do camisa 10 e detalhou exatamente qual é o seu papel tático para fazer o time voar: servir Matheus Pereira.

“Ele é o Cara que Pensa” no Cruzeiro

Gerson, que já enfrentou Matheus como rival, admitiu que a admiração vem de longe. Agora, vestindo a mesma camisa, ele foi categórico ao definir quem manda no ritmo do jogo. “Ele é o nosso camisa 10, o cara que pensa o jogo para a gente. Temos que fazer o jogo passar nos pés dele”, afirmou o volante. “Ele, de jogar contra, já via, você já conhece quando o cara é um craque de bola. Hoje tenho a oportunidade de jogar com ele”, completou.

A Nova Função de Gerson: O “Garçom de Luxo”

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Mais do que elogiar, Gerson explicou a dinâmica tática. Atuando como volante (segundo homem de meio), sua missão é clara: limpar a jogada e entregar a bola redonda para o 10 decidir. “Essa é minha função, estou jogando de volante, tenho que fazer a bola chegar na frente. Procuro o tempo todo fazer a bola chegar nele para dar prosseguimento na jogada”, revelou.

O Pacto do Meio-Campo

A fala de Gerson cai como música para a China Azul. Mostra que o reforço milionário chegou focado no coletivo e entendeu que, no Cruzeiro de 2026, a bola de segurança é no pé canhoto de Matheus. A promessa é de um time onde a força física e a técnica de Gerson potencializam a genialidade de Pereira.

Essa declaração vale tanto quanto um gol. Gerson chega com status de astro, salário astronômico e currículo de Seleção, mas adota a postura de “escudeiro” do ídolo local.

Isso resolve metade dos problemas de vestiário antes mesmo de eles existirem. Quando o jogador mais caro do time diz “eu corro para ele pensar”, o Cruzeiro cria uma identidade vencedora. Gerson não quer ser o dono do time; ele quer ser o motor que faz a Ferrari (Matheus Pereira) andar. Se essa química funcionar em campo como funciona no microfone, o meio-campo da Raposa será o pesadelo dos rivais em 2026.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.