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“Adeus, Tite?”: Pedrinho cobra elenco no vestiário e demissão atinge pressão no Cruzeiro

O Cruzeiro dorme na lanterna do Brasileirão 2026. Após a goleada sofrida para o Botafogo na estreia, a Raposa voltou a falhar diante de sua torcida ao perder de virada para o Coritiba por 2 a 1, nesta quinta-feira (5). O golaço de Matheus Pereira não foi suficiente para esconder a fragilidade defensiva e a falta de repertório tático, que resultaram em xingamentos nominais a Tite e ao lateral William.

O clima de “lua de mel” com o investimento pesado de Pedrinho deu lugar à impaciência. Com um elenco avaliado em quase R$ 900 milhões, o torcedor não aceita o aproveitamento de apenas 37,5% sob o comando de Tite (5 derrotas em 8 jogos). As vaias ao apito final foram acompanhadas pelo coro de “Adeus, Tite”, deixando claro que a margem de erro do treinador se esgotou.

Bastidores do Cruzeiro: A cobrança de Pedro Lourenço e a reunião de vestiário

Diferente da semana passada, quando a diretoria blindou o técnico, desta vez o dono da SAF, Pedro Lourenço, desceu ao vestiário para uma conversa “franca e direta”. Pedrinho, que investiu cerca de R$ 186 milhões (30 milhões de euros) apenas na contratação de Gerson, exigiu respostas imediatas. O mandatário saiu do estádio sem dar entrevistas, mas o semblante de irritação era nítido.

(foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

Tite, em coletiva, assumiu a responsabilidade: “O técnico é o primeiro na visibilidade a ter sua cobrança. Faz parte. Temos que saber absorver pela grandeza do clube”. Apesar de Bruno Spindel e o zagueiro Fabrício Bruno pregarem confiança no trabalho, o sentimento interno é de que a metodologia “europeia” de Tite ainda não encaixou com as peças disponíveis, e o tempo é um luxo que o Cruzeiro não tem.

O “Cadeado” Financeiro: O peso da multa rescisória

O que segura Tite hoje, além do respaldo da diretoria, é a complexidade de um “reset” total no projeto. Com contratações de peso como Gerson, Kaio Jorge (R$ 205 mi de valuation) e Fabrício Bruno, uma troca de comando agora exigiria que um novo treinador aceitasse um elenco montado sob medida para o estilo de Tite. Além disso, a multa rescisória de um contrato desse porte é um dreno financeiro que Pedrinho gostaria de evitar.

No entanto, o gatilho da demissão pode ser o Campeonato Mineiro. Se a crise no Brasileirão começar a ameaçar a classificação no estadual, a pressão externa tornará a permanência insustentável. O próximo compromisso é o clássico contra o América-MG, no domingo (8), jogo que já é tratado como uma “final de campeonato” para a continuidade da comissão técnica.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.