O Cruzeiro entra em 2026 com uma situação contratual única entre os gigantes brasileiros. Enquanto a maioria dos clubes se preocupa com o “fantasma de julho” (quando jogadores podem assinar pré-contratos), a Raposa tem uma decisão crítica já para o dia 30 de junho: o desfecho do caso Luis Sinisterra.
O colombiano, avaliado em € 12 milhões (cerca de R$ 74,4 milhões), está no clube sob um modelo de empréstimo com “obrigação de compra condicional”. Isso significa que, dependendo de gatilhos de performance ou presença em campo, o Cruzeiro pode ser obrigado a desembolsar uma fortuna para mantê-lo. Se os gatilhos não forem atingidos, o clube corre o risco de perder seu ativo mais caro no meio da temporada, sem qualquer retorno técnico ou financeiro.
A lista dos contratos no limite (Valores em Reais)
Para os cálculos, utilizamos o câmbio de referência de fevereiro de 2026 (€ 1 = R$ 6,20). Confira quem entra na zona de decisão:

| Jogador | Valor de Mercado (R$) | Situação Estratégica |
| Luis Sinisterra – 30/06/2026 | R$ 74,4 milhões | Urgência: Decisão sobre compra obrigatória até junho. |
| William – 31/12/2026 | R$ 27,9 milhões | Pilar: Titular absoluto; exige renovação antecipada. |
| Lucas Villalba – 31/12/2026 | R$ 11,1 milhões | Ativo: Zagueiro valorizado; pode render venda em julho. |
| Jhosefer – 31/12/2026 | R$ 2,4 milhões | Joia: Sem espaço, deve ser emprestado para não desvalorizar. |
A blindagem de William
O Cruzeiro não pode se dar ao luxo de deixar William entrar no semestre de pré-contrato em julho. O lateral é um dos jogadores mais consistentes do elenco e seu valor de mercado (R$ 27,9 mi) atrairia interessados da Série A e do exterior no primeiro segundo de julho. A diretoria já sinalizou que pretende abrir conversas para extensão do vínculo ainda neste trimestre, evitando que o atleta use o interesse externo como alavanca salarial.
O Cruzeiro de Pedro Lourenço prometeu “erro zero” no mercado, e o teste definitivo é agora. Somando os valores de mercado desses cinco atletas, a Raposa tem cerca de R$ 117 milhões em patrimônio sob risco contratual em 2026.