O Cruzeiro decidiu não apertar o botão de pânico. Mesmo com o departamento médico lotado e o time vivendo um início de temporada assustador, a diretoria descartou a contratação do zagueiro paraguaio Gustavo Velázquez, do Cerro Porteño. Os rumores vindos do Paraguai indicavam uma possível negociação, mas a Toca da Raposa fechou a porta: não houve proposta e o jogador não está nos planos. A decisão tem a digital de Tite, que preferiu bancar as opções internas a fazer uma “contratação de emergência”.
A Crise dos 33% no Cruzeiro e o DM Cheio
O cenário para negar reforços é o pior possível.
- O Campo: Sob o comando de Tite, o Cruzeiro tem aproveitamento de apenas 33,3% nos seis primeiros jogos (igualando marcas negativas históricas).
- O DM: O zagueiro Jonathan Jesus sofreu estiramento no joelho e o atacante Chico da Costa também virou baixa por lesão.
Mesmo precisando de resposta urgente após três derrotas seguidas (aliviadas apenas por um gol salvador contra o Betim), o clube entende que trazer um veterano de 34 anos agora seria agir por impulso.
A Aposta de Tite: “Temos Solução”

Por que não contratar? Tite foi direto. O treinador entende que o problema não é falta de peça, mas de encaixe. Ele defendeu publicamente que João Marcelo está pronto para assumir a bronca e lembrou que o argentino Lucas Villalba está em fase final de recuperação. A filosofia adotada é clara: evitar transformar o elenco em um “balcão de negócios” a cada lesão. O clube prefere sofrer com o que tem a gastar dinheiro em um jogador que chegaria apenas para tapar buraco e poderia virar um problema financeiro no futuro.
Quem foi Descartado?
Gustavo Velázquez, 34 anos, é o típico “zagueiro bombeiro”: experiente, contrato até o fim do ano e perfil de “chegar jogando”. Mas o Cruzeiro avaliou que ele não elevaria o nível técnico do time a ponto de justificar o investimento. A Raposa quer upgrade, não apenas número.
O Cruzeiro está num daqueles momentos em que a janela vira armadilha: quanto pior o início, maior a tentação de “resolver com contratação”. Ao descartar Velázquez, a Raposa manda um recado interno forte: a reação precisa vir de treino e vergonha na cara, não de um salvador da pátria vindo do Paraguai.