O Cruzeiro foi ao mercado com dinheiro no bolso e um alvo ambicioso, mas esbarrou na vontade do jogador. A diretoria celeste consultou a situação de Cuiabano, lateral-esquerdo do Nottingham Forest, visando uma reposição imediata para a iminente venda de Kaiki.
A resposta, porém, foi negativa. O jogador de 22 anos sinalizou que não pretende retornar ao futebol brasileiro neste momento. Sua prioridade é seguir na Europa, seja no próprio Forest ou buscando espaço em outra liga do continente.
O “Custo Premier League”: Por que é tão difícil para o Cruzeiro?
Além da recusa pessoal do atleta na Premier, a operação envolveria cifras proibitivas até para uma SAF capitalizada:
- Valor de Mercado: Avaliado em € 8 milhões (cerca de R$ 50 milhões). O Forest pagou € 6 milhões para tirá-lo do Botafogo em 2025 e não aceita prejuízo.
- Salário em Libras: Cuiabano recebe em padrão inglês. Estima-se que seus vencimentos girem em torno de £ 35 mil por semana, o que daria mais de R$ 1 milhão por mês na cotação atual.
- Concorrência: O Vasco também tentou (via empréstimo), mas o clube inglês sinalizou que prefere uma venda definitiva, endurecendo o jogo para os brasileiros.
O Efeito Dominó: Kaiki de Saída

A busca por um nome desse peso acontece porque o Cruzeiro está prestes a fechar uma venda milionária. O lateral Kaiki tem saída encaminhada para o Como (Itália) por cerca de R$ 75 milhões.
Com o cofre cheio, a Raposa tentou “trocar seis por meia dúzia” em nível técnico: vender uma joia para a Europa e repatriar outra. No entanto, o plano esbarrou no projeto de carreira de Cuiabano, que ainda vê seu ciclo no Velho Continente apenas começando.
Análise Moon BH: O “Não” que Pode Ser Sorte
Receber um “não” de Cuiabano pode ser, ironicamente, uma boa notícia para o planejamento do Cruzeiro. Pagar R$ 50 milhões de taxa + salário de R$ 1 milhão/mês para um lateral-esquerdo é o tipo de movimento arriscado que compromete folha e orçamento.
O Cruzeiro tem o dinheiro da venda de Kaiki, mas precisa ter inteligência. Lateral é uma posição de carência mundial; gastar tudo em um único nome que sequer quer voltar ao Brasil seria um erro estratégico. A recusa obriga a diretoria a buscar opções com melhor custo-benefício — jogadores que tenham fome de vestir a camisa celeste, e não apenas o desejo de usar o clube como trampolim de retorno.