HomeEsportesCruzeiroFlamengo veta Cebolinha no Cruzeiro por medo de criar um 'monstro'?

Flamengo veta Cebolinha no Cruzeiro por medo de criar um ‘monstro’?

A relação de mercado entre Flamengo e Cruzeiro azedou de vez, pelo menos em 2026. O que parecia ser uma janela de trocas e conversas amigáveis virou uma “Guerra Fria” declarada. Após ter três propostas recusadas pelo atacante Kaio Jorge — que acabou renovando com a Raposa até 2030 —, a cúpula rubro-negra tomou uma decisão estratégica e irrevogável: Everton Cebolinha não será vendido para o clube mineiro.

A decisão vai muito além de uma simples retaliação. É uma leitura de cenário. Nos corredores da Gávea, a análise fria é de que o Cruzeiro montou um “Super Time” para 2026. Com a manutenção de Kaio Jorge e Matheus Pereira, somada à chegada de Gerson, a Raposa deixou de ser um parceiro comercial para virar uma ameaça direta aos títulos. Reforçar esse adversário com um ponta do nível de Cebolinha foi classificado internamente pela diretoria como um “erro estratégico inaceitável”.

O “Não” que Mudou Tudo

O Flamengo tentou de tudo por Kaio Jorge. Chegou a oferecer € 30 milhões (R$ 189 milhões), mas ouviu de Pedrinho (dono da SAF celeste) que o jogador era inegociável.

  • A Leitura do Fla: Se o Cruzeiro tem caixa para recusar quase R$ 200 milhões, eles não estão brincando.
  • A Reação: O comando do futebol rubro-negro entendeu o recado. Se a Raposa quer brigar de igual para igual, não terá facilidades para levar os descartes de luxo do Ninho do Urubu. Cebolinha, que tem contrato até o fim de 2026 e deseja sair para ter mais minutos, terá que buscar outro destino longe de Belo Horizonte.

O Medo do “Quarteto Mágico” Azul

Foto: Divulgação – Cruzeiro

A preocupação do Flamengo tem fundamento tático. A avaliação do departamento de futebol é que o Cruzeiro já tem uma espinha dorsal de elite:

  1. Gerson: O “Coringa” no meio-campo.
  2. Matheus Pereira: O cérebro criativo.
  3. Kaio Jorge: O artilheiro renovado. Se Cebolinha entrasse nessa equação, o Cruzeiro teria, no papel, um ataque capaz de rivalizar tecnicamente com o próprio Flamengo. A ordem interna agora é clara: “Não vamos armar o inimigo”.

Cebolinha na “Geladeira” do Mercado?

Para Everton Cebolinha, a decisão é um balde de água fria. O Cruzeiro era um dos poucos clubes no Brasil com capacidade financeira para bancar seus salários e pagar a compensação ao Flamengo. Agora, o atacante vê suas opções restritas. O Flamengo prefere negociá-lo com o exterior ou com mercados alternativos do que vê-lo vestindo azul em 2026. A janela de transferências, que começou com flertes entre Rio e Minas, termina com um muro levantado entre as duas diretorias.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.