HomeEsportesAtléticoCruzeiro prepara super trio contra o Atlético: Saída, Drible e Profundidade

Cruzeiro prepara super trio contra o Atlético: Saída, Drible e Profundidade

O Cruzeiro ainda tem um compromisso contra o Democrata-GV nesta quarta-feira (22), mas em Belo Horizonte, o assunto já é um só: o clássico contra o Atlético no domingo (25), na Arena MRV. O que parecia ser um duelo de estratégias conhecidas pode ganhar um elemento surpresa capaz de virar a mesa tática a favor da Raposa. O departamento médico celeste trabalha intensamente para liberar um trio que muda drasticamente a rotação ofensiva da equipe: o volante Matheus Henrique, o ponta Luis Sinisterra e o atacante Néiser Villarreal.

A possível presença dessas peças não é apenas um reforço técnico; é um “contra-ataque” direto ao modelo de jogo de Jorge Sampaoli no Atlético-MG. Se eles jogarem, o Cruzeiro ganha as armas exatas para explorar o ponto mais sensível do rival: o espaço nas costas da defesa.

O clube trata o retorno dos atletas com cautela e protocolos rígidos. A tendência é que sejam preservados no meio de semana para estarem aptos — mesmo que com minutagem controlada — no clássico. Essa gestão de elenco visa preparar uma armadilha tática.

Enquanto o Atlético de Sampaoli gosta de pressionar alto e sufocar a saída de bola, a volta de Matheus Henrique (saída limpa) e da dupla de ataque veloz (Sinisterra e Villarreal) cria o antídoto perfeito: a capacidade de sair da pressão com qualidade e atacar a profundidade em velocidade supersônica.

As Três Armas do Cruzeiro: Saída, Drible e Profundidade

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

O trio representa a recuperação de “funções vitais” no esquema do Cruzeiro. Cada um oferece uma solução para um problema que o Galo costuma impor.

  • Matheus Henrique (O Respiro): Fundamental na saída de bola, ele é quem organiza a transição curta e quebra a primeira linha de pressão. Com ele, o Cruzeiro deixa de rifar a bola e obriga o Galo a correr atrás, desgastando o adversário.
  • Luis Sinisterra (O Caos): O colombiano é a arma do 1×1. Num jogo travado, sua capacidade de drible e aceleração pode desmontar sistemas defensivos rígidos e criar superioridade numérica.
  • Néiser Villarreal (A Flecha): O jovem de 20 anos é o “9 de profundidade”. Sua presença obriga a zaga atleticana a recuar, pois qualquer linha alta vira um convite para ele atacar o espaço vazio e sair na cara do gol.

O Dilema de Sampaoli no Atlético-MG: Risco ou Cautela?

Foto: Pedro Souza / Atlético

Do outro lado, o Atlético-MG vive um início de temporada de ajustes, com dois empates em 1 a 1 (Betim e North). O clássico é o primeiro grande teste, e a possível volta do trio celeste coloca Sampaoli diante de uma escolha difícil. O treinador argentino adora jogar com a linha defensiva adiantada, compactando o time no campo de ataque. Porém, fazer isso contra Sinisterra e Villarreal é suicídio tático.

Sampaoli terá que decidir entre manter sua filosofia agressiva (arriscando tomar bolas nas costas a todo momento) ou baixar o bloco para se proteger, o que daria mais campo e controle de bola ao Cruzeiro. Além disso, a presença de pontas rápidos pode travar a subida dos laterais/alas do Galo, tirando uma das principais forças ofensivas do time da casa.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de anos acompanha de perto o futebol nacional.