O mercado da bola esquentou com a entrada do Vasco da Gama na disputa com o Cruzeiro por um velho conhecido da torcida mineira. O Cruz-Maltino colocou o atacante Bruno Rodrigues, atualmente no Palmeiras, em seu radar para reforçar o setor ofensivo em 2026. No entanto, o que parecia uma “oportunidade de mercado” esbarrou na rigidez financeira da diretoria alviverde.
O Palmeiras, que investiu pesado para tirar o jogador do Cruzeiro no passado, não está disposto a facilitar a saída. A condição imposta é clara: qualquer negócio precisa ter uma engenharia que permita ao clube recuperar o investimento de cerca de R$ 25 milhões feito por 80% dos direitos econômicos. Essa postura coloca uma barreira alta não só para o Vasco, mas também para Cruzeiro e Internacional, que sondaram a situação recentemente.
O Palmeiras está protegido por um contrato longo (até dezembro de 2028) e não tem pressa em liberar o atleta, mesmo que ele esteja em baixa com a comissão técnica. Bruno Rodrigues, que brilhou na Toca da Raposa antes de ir para São Paulo, vive um momento delicado: após ficar quase 600 dias afastado por lesões graves no joelho e se envolver em uma polêmica por disputar um torneio de férias sem autorização, ele virou uma das últimas opções no ataque de Abel Ferreira.
Cruzeiro e Inter: Sondagem e Concorrência
Respondendo à pergunta que o torcedor celeste se faz: o Cruzeiro ainda tem interesse? Sim, o nome agrada e a identificação existe, mas o formato trava. Antes da investida vascaína, tanto Cruzeiro quanto Internacional procuraram o estafe de Bruno Rodrigues para entender as condições de um possível retorno.

O problema é que a Raposa e o Colorado buscavam, a princípio, um empréstimo para recuperar o futebol do atacante. Com a postura do Palmeiras de exigir o retorno dos R$ 25 milhões, a negociação esfria para quem não quer abrir o cofre. A concorrência do Vasco, que busca um centroavante móvel com mais urgência, pode inflacionar o leilão ou forçar um dos clubes a aceitar as cláusulas de compra obrigatória.
O Risco Esportivo e o “Filme Queimado”
Bruno Rodrigues é um talento inegável, mas chega em 2026 como uma incógnita física e disciplinar.
- Lesões: O histórico recente de duas cirurgias e longo tempo inativo gera dúvidas sobre a capacidade de suportar uma temporada inteira como titular.
- Disciplina: O episódio do torneio amador nas férias pegou mal internamente no Palmeiras, gerando sanções e diminuindo sua moral com a diretoria.
- Desempenho: Desde o retorno, foram apenas 11 jogos e 2 gols. É pouco para justificar um cheque de R$ 25 milhões à vista, o que obriga os interessados a proporem modelos criativos.
Análise Moon BH: A Lei do Ex-Investidor
O Palmeiras está agindo como um banco: não quer perder dinheiro. Para o Cruzeiro, o retorno de Bruno Rodrigues seria excelente tecnicamente (é o perfil que a torcida gosta), mas pagar R$ 25 milhões hoje em um jogador que vem de duas cirurgias é um risco que a SAF de Pedro Lourenço dificilmente assumirá.
O Vasco parece mais desesperado por peças ofensivas e pode ser o “parceiro” que o Palmeiras procura para dividir esse risco. Se o Cruzeiro quiser mesmo, terá que esperar o Palmeiras baixar a guarda ou o Vasco desistir. Por enquanto, o Verdão prefere deixar o ativo no banco a assumir o prejuízo contábil.