O Cruzeiro oficializou nesta sexta-feira (9) a contratação que fecha uma lacuna específica no elenco comandado por Tite. O atacante Chico da Costa, de 30 anos, é o novo reforço da Raposa, assinando contrato definitivo até dezembro de 2027. O jogador, que estava no Mirassol em 2025 e pertencia ao Cerro Porteño (Paraguai), chega para oferecer a presença física e o jogo aéreo que faltavam ao setor ofensivo celeste.
A operação foi selada por cerca de US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,5 milhões), valor referente à compra de 50% dos direitos econômicos do atleta.
A contratação atende a um pedido direto da comissão técnica. Tite identificou a necessidade de ter um centroavante de referência, capaz de brigar com zagueiros e reter a bola no ataque, características diferentes das oferecidas pelos atuais atacantes do elenco. A busca por esse perfil de “pivô” e força no jogo aéreo visa dar ao Cruzeiro alternativas táticas para jogos mais travados ou quando for necessário alçar bolas na área, algo que o time sentiu falta em momentos decisivos da última temporada.
O “Anti-Kaio Jorge” no Cruzeiro: Complemento, não Substituto
A chegada de Chico da Costa não visa substituir o titular absoluto, mas sim oferecer repertório. Enquanto Kaio Jorge e Néiser Villarreal são atacantes de mobilidade e associação, Chico é o homem de área. O diretor executivo Bruno Spindel reforçou essa visão, destacando que o elenco carecia de um jogador com características de fixação entre os zagueiros.

Chico chega para ser a “ferramenta diferente” na caixa de Tite. Em um ano de calendário cheio, ter um jogador que muda a forma do time atacar sem precisar mudar o esquema tático é um trunfo valioso para a maratona de competições.
Blindagem de Elenco e Sombra para o Artilheiro
A contratação também acontece em um momento estratégico de mercado. O Cruzeiro convive com o assédio pesado sobre Kaio Jorge, artilheiro do Brasileirão 2025. O clube recusou recentemente ofertas de R$ 188 milhões do Flamengo pelo seu camisa 9, fixando a pedida em mais de R$ 300 milhões.
Mesmo com a intenção de manter Kaio, trazer Chico da Costa é uma medida de segurança. O Cruzeiro garante que, independentemente do que aconteça na janela (lesão, suspensão ou uma venda irrecusável futura), o time não ficará órfão de um camisa 9 de ofício. É um movimento de quem planeja o elenco com “cinto e suspensórios”.