A possibilidade de Memphis Depay não vestir mais a camisa do Corinthians deixou de ser um exagero para se tornar um risco concreto e silencioso. O atacante, que se recuperava de uma lesão de grau 2 na coxa, sofreu um revés inesperado. Um erro na execução de exercícios na academia do clube agravou o quadro clínico. Como resultado, forçou o holandês a regredir no processo de transição. Agora, com o contrato se encerrando em 20 de junho de 2026, o cronômetro joga contra o Timão.
O ponto crítico é o calendário. Embora o vínculo termine em junho, a pausa para a Copa do Mundo de 2026 interrompe os jogos oficiais em 30 de maio. Se Memphis não retornar em alto nível até a reta final de maio, seu último jogo pelo clube pode ter acontecido sem que a torcida pudesse se despedir. Além disso, vale destacar: esse pode ser um dos momentos mais impactantes da trajetória do Corinthians.
O erro na preparação física e o clima tenso
Nos bastidores, a irritação de Memphis é evidente. O atacante entende que o erro da comissão técnica permanente não apenas atrasou seu retorno ao Corinthians. Mas também coloca em risco sua preparação para o Mundial com a seleção da Holanda.
Para o jogador, chegar à Copa em plena forma é a prioridade absoluta. Quanto mais o calendário avança para maio, menor é a disposição de Memphis em aceitar qualquer “sacrifício” ou retorno precipitado. Isso porque pode gerar uma nova lesão. A relação com o departamento físico ficou estremecida, criando um ambiente de desconfiança. Isso acontece justamente no momento em que a renovação de contrato está em pauta. Assim, o clube paulista, Corinthians, enfrenta não só uma tensão interna. Além disso, há a responsabilidade de cuidar de seu astro.
A barreira dos R$ 42 milhões e a renovação

Fora de campo, a diretoria alvinegra vive um dilema financeiro. Memphis já pode assinar pré-contrato com qualquer equipe desde janeiro. E o Corinthians, que adota uma postura de austeridade em 2026, busca reduzir drasticamente o pacote salarial para mantê-lo.
No entanto, o maior obstáculo é a dívida acumulada:
- Bônus e Premiações atrasadas: Passam de R$ 42 milhões.
- Condição do Atleta: O estafe de Memphis exige um cronograma de pagamento concreto para sentar à mesa de negociação.
O clube quer a permanência, mas sem dinheiro em caixa e com o jogador focado no Mundial, a renovação tornou-se uma batalha de bastidores quase impossível de vencer sem um aporte imediato. Por outro lado, a torcida do Corinthians acompanha ansiosamente cada passo dessa negociação.
O roteiro da despedida silenciosa
Se Memphis conseguir atuar no duelo contra o Peñarol, em 30 de abril, pela Libertadores, o Corinthians ainda terá uma janela de oportunidade para reverter o clima e negociar a permanência. Porém, caso o retorno seja empurrado para o fim de maio, o atacante entrará em “modo seleção”. Ele evitará contatos físicos excessivos e focará apenas na viagem para a Copa.
Nesse cenário, o Corinthians corre o risco de ver sua maior estrela internacional sair pela porta dos fundos, sem novos gols. Além disso, há uma pendência financeira milionária que ainda deve render capítulos jurídicos no segundo semestre de 2026. Por fim, pode-se dizer que a saída do Memphis Depay representaria um momento marcante para o clube Corinthians.