HomeEsportesCorinthiansCorinthians: Bidon amplia mercado na Europa e pode render alto

Corinthians: Bidon amplia mercado na Europa e pode render alto

A cidadania italiana de Breno Bidon muda o mercado do jogador mais do que parece. O meio-campista do Corinthians, de 21 anos, deixa de ser tratado como extracomunitário e passa a ter caminho mais aberto em ligas como Espanha, França e Itália, onde o limite para estrangeiros costuma pesar nas decisões dos clubes.

O empresário Fernando Brito resumiu bem a virada: “em termos de preço não faz diferença”, mas “as possibilidades são muito maiores”.

Em dezembro, que o estafe do jogador já havia recebido sondagens de “grandes clubes europeus” e em fevereiro o Fenerbahçe tentou abrir negociação e que times ingleses como Fulham e Wolverhampton acompanham a situação. Ao mesmo tempo, Corinthians e jogador preferem discutir uma saída só no meio do ano, com projeto esportivo mais consistente e partindo “do zero”.

O que a cidadania italiana muda de verdade

O passaporte não reduz a pedida automaticamente, mas amplia o número de clubes capazes de avançar. Antes, Bidon concorria por uma das vagas de estrangeiro; agora, entra em outro corredor do mercado, especialmente para equipes que gostam de investir em meio-campistas jovens, mas evitam gastar uma vaga de extracomunitário com volante ou meia de construção. É exatamente esse raciocínio que o empresário dele expôs ao ge ao dizer que, nessas vagas, os clubes costumam preferir atacantes mais decisivos.

Hoje, o valor de mercado de Bidon no Transfermarkt é de € 22 milhões, cerca de R$ 132,4 milhões pela cotação de referência do euro do BCE em 30 de março. O contrato vai até 31 de dezembro de 2029, e a multa para o exterior está fixada em € 100 milhões. Na prática, isso dá ao Corinthians posição forte para negociar e evita pressão por venda apressada.

Quanto uma venda pode render ao Corinthians

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Sem proposta oficial aberta até aqui, o cenário mais realista hoje é trabalhar com faixas, não com um número fechado. Pelo valor de mercado atual, pela proteção contratual e pelo discurso de que ele “não vai sair por qualquer coisa”, uma venda crível no curto prazo parece começar acima do preço de vitrine do Transfermarkt.

Uma operação entre € 25 milhões e € 30 milhões seria a faixa mais plausível para iniciar conversa séria hoje, algo entre R$ 150,4 milhões e R$ 180,5 milhões na cotação de referência do BCE.

Esse intervalo conversa também com o contexto financeiro do Corinthians. O ge informou que o clube planeja arrecadar R$ 151 milhões com vendas de jogadores em 2026 e trata Bidon como um dos principais ativos do elenco. Ou seja: uma negociação forte por ele poderia praticamente resolver sozinha boa parte da meta orçamentária do ano.

Quais clubes combinam mais com o perfil do Bidon

Pelo que já apareceu publicamente, Fulham e Wolverhampton parecem encaixes mais palpáveis no curto prazo do que gigantes que exigem impacto imediato. Esse tipo de destino faz sentido porque Bidon é um jogador de meio-campo de controle, canhoto, capaz de atuar como volante e também mais adiantado, algo que o ge já destacou ao tratar da evolução dele de segundo homem para meia.

Arsenal e Bayern surgiram anteriormente em contatos e monitoramento, mas, até aqui, parecem mais radar de elite do que destino imediato.

Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.