fala de Renato Abreu jogou mais luz sobre um debate que já vinha crescendo no Corinthians: Breno Bidon ainda é apenas uma promessa valorizada ou já virou um ativo grande demais para o clube vender cedo? O momento do meia sugere a segunda hipótese. Ele ainda não é nome pronto para assumir protagonismo na Seleção Brasileira, mas já entrou em outro patamar dentro do mercado e do próprio elenco alvinegro.
Bidon mudou de prateleira no Corinthians
A evolução de Bidon já era observada internamente desde o fim de 2025. No começo de 2026, o ge apontou que ele encerrou a última temporada como um dos jogadores mais valorizados e comentados do elenco, especialmente depois de crescer como meia mais avançado e até suprir ausências de Rodrigo Garro.
A consolidação veio em um palco grande. Na Supercopa Rei, contra o Flamengo, Bidon foi eleito o melhor em campo na vitória corintiana.
Esse detalhe tem peso. Jogador jovem que responde em decisão passa a ser visto de forma diferente por diretoria, mercado e torcida.
Elogio de Renato Abreu reforça percepção
Quando Renato Abreu defende um teste de Bidon na Seleção, o comentário vai além da opinião isolada. Ele reforça a ideia de que o meia já entrou no radar como atleta de ciclo, não mais como simples nome da base.
Esse tipo de chancela pública ajuda a ampliar a percepção de teto. E, no mercado, percepção também vira valor.
Quanto Breno Bidon vale hoje
No Transfermarkt, Breno Bidon aparece avaliado em € 22 milhões, com contrato até 31 de dezembro de 2029. O número o coloca em uma faixa muito relevante para os padrões recentes do Corinthians.
Além disso, o clube se protegeu antes. Em 2025, renovou o contrato do meia e elevou a multa para 100 milhões de euros no exterior e R$ 370 milhões no mercado nacional.

Mais recentemente, a sinalização interna ficou ainda mais forte: a diretoria trabalha com a ideia de só abrir negociação diante de proposta muito acima do padrão.
Vender agora ou esperar mais?
Hoje, a conta parece favorecer a permanência. O Corinthians até tem meta de arrecadar R$ 151 milhões com vendas em 2026, o que naturalmente coloca jovens valorizados no radar do mercado.
Mas Bidon parece justamente o tipo de ativo que pode valer mais daqui a alguns meses. Se seguir titular, mantiver regularidade e continuar crescendo em jogos grandes, a tendência é de valorização esportiva e financeira.
Há um parâmetro claro nessa discussão: Gabriel Moscardo. O volante foi vendido ao PSG por 20 milhões de euros, mais 2 milhões em bônus.
Bidon hoje já aparece com cotação nominal até superior àquela faixa de mercado. Não é comparação perfeita, porque são perfis diferentes, mas ela ajuda a mostrar por que o Corinthians não tem pressa.
O melhor negócio para o Corinthians
Neste momento, Bidon vale muito para o time e pode valer ainda mais na vitrine. Por isso, vender cedo só parece lógico se chegar uma proposta em nível de elite.
Caso contrário, o movimento mais inteligente é segurar. O Corinthians ganha tecnicamente agora e preserva a chance de uma venda ainda maior mais à frente.
No próximo jogo, o Corinthians enfrenta o Fluminense na quarta-feira, 1º de abril, às 21h30, no Maracanã, pela 9ª rodada do Brasileirão, com transmissão do Amazon Prime Video.