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Corinthians avalia demissão de Dorival? Time se prepara pro clássico contra o Santos

A diretoria do Corinthians tomou uma decisão e comunicou nos bastidores: Dorival Júnior não será demitido. Mesmo após a derrota por 2 a 0 para o Coritiba na Neo Química Arena — o que o clube internamente chamou de pior atuação do ano —, a avaliação é que o treinador mantém prestígio e que trocar o comando agora custaria mais do que resolver o problema.

Só que a proteção tem prazo. E o prazo começa neste domingo (15/03), às 16h, na Vila Belmiro, contra o Santos.

Por que a diretoria banca Dorival — e o que isso não significa

O Corinthians entende que está em processo de reconstrução e que ansiedade com troca de treinador costuma aprofundar crises em vez de resolvê-las. Dorival já sobreviveu a momentos de pressão antes — e o clube manteve a linha institucional de sustentação do trabalho.

Mas bancá-lo não é cheque em branco. O recado interno mudou de tom: não é mais sobre resultado isolado, é sobre evolução visível e postura diferente já no próximo jogo. A cobrança saiu da torcida e entrou na diretoria.

O que a derrota para o Coritiba deixou exposto

O 2 a 0 em casa pesou mais do que o placar. O Corinthians teve posse estéril, pouca infiltração e não criou chances reais. Com Dorival suspenso e Lucas Silvestre no comando, a estratégia não funcionou — e o próprio auxiliar foi público ao admitir: “Pior do que hoje não tem como ser.”

Foto: Rodrigo Coca / Corinthians

Esse diagnóstico aberto transforma o clássico em algo mais do que três pontos. É um teste de credibilidade do trabalho — não de emprego, mas de projeto.

Santos x Corinthians: o cenário mais cruel para um time sob pressão

A Vila Belmiro não perdoa time com cabeça pesada. Clássico fora, torcida adversária amplificando cada erro e margem mínima para titubear — esse é o ambiente que o Corinthians vai encontrar no domingo.

Para sair com resultado positivo, o time precisa resolver exatamente o que o jogo contra o Coritiba escancarou: organização defensiva sem bola — para não repetir as vulnerabilidades aéreas que custaram os dois gols — e produção ofensiva real, saindo do modelo de muito passe e pouca chegada.

Uma atuação competitiva estabiliza o grupo e dá a Dorival o fôlego que a diretoria quer entregar a ele. Uma repetição da apatia reabre o barulho — mesmo sem demissão no radar imediato.

O ponto que define o momento

O Corinthians não quer viver de troca por ansiedade. Mas chegou num ponto em que a paciência tem endereço e hora marcada. Vila Belmiro, domingo, 16h.

Se o time entrar ligado, o clássico vira virada de chave. Se entrar como entrou contra o Coritiba, a crise volta — e dessa vez com o técnico bancado sem argumento novo para apresentar.

Esportes Redação
Esportes Redação
Jornalista esportivos que trabalham há mais de 15 anos na cobertura diária dos principais clubes brasileiros, com foco em Atlético, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Botafogo.