A Fiel torcida até se animou nas redes sociais nas últimas semanas, mas o flerte entre o Corinthians e o volante francês Tiemoué Bakayoko não vai terminar em casamento. O jogador de 31 anos, que carrega no currículo camisas pesadas como as do Chelsea, Milan e Napoli, esbarrou em um novo filtro de contratações do Parque São Jorge.
Apesar do forte buzz digital e das interações que alimentaram a expectativa dos torcedores, o departamento de futebol alvinegro traçou duas “linhas vermelhas” intransponíveis que tiraram o francês definitivamente do radar para a temporada de 2026.
O risco físico: A inatividade desde 2024
O principal impeditivo é esportivo. Bakayoko não entra em campo para uma partida oficial desde o final de 2024, quando defendia o PAOK, da Grécia. Em um calendário massacrante como o brasileiro, contratar um atleta parado há tanto tempo significa assumir o custo de meses de recondicionamento físico e técnico. Para um Corinthians pressionado por resultados imediatos, a diretoria entendeu que não há margem (nem tempo) para transformar o clube em um centro de recuperação de luxo.
O abismo financeiro: Custos incompatíveis
O segundo fator é a velha e implacável matemática. As cifras salariais exigidas para repatriar um jogador com o selo da Premier League estão muito acima do teto que a atual gestão pretende praticar. O Timão de 2026 tem como palavra de ordem a redução do custo fixo da folha salarial, evitando o erro crônico de investir fortunas em “contratações de vitrine” que não entregam retorno imediato.
A verdade dos bastidores é mais fria do que o calor do Twitter: não houve qualquer proposta formal ou movimentação oficial do clube paulista para trazer o volante. Tudo não passou de barulho de mercado.
O caso Bakayoko é um excelente termômetro da nova postura corintiana. Em anos anteriores, o clube possivelmente teria cedido à pressão do engajamento digital para anunciar um nome de impacto, mesmo que isso custasse o equilíbrio do fluxo de caixa e o ambiente do vestiário.