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Corinthians corre contra o tempo e ‘vaza’ dívida de R$ 53 milhões por Garro e Memphis

O pesadelo do transfer ban voltou a rondar o Parque São Jorge. O Corinthians ativou o modo “prioridade absoluta” fora das quatro linhas para evitar que a FIFA aplique uma nova punição que travaria completamente o planejamento da equipe. A missão da diretoria é equalizar duas bombas-relógio que, somadas, ultrapassam a marca de R$ 53 milhões.

Os alvos dessa corrida financeira são a quitação da compra do meia Rodrigo Garro junto ao Talleres (ARG) e a regularização de luvas e bônus atrasados da estrela Memphis Depay. O clube acabou de se livrar de um bloqueio da FIFA em janeiro (após pagar o Santos Laguna por Félix Torres) e não quer, sob hipótese alguma, cair na mesma armadilha.

Para o executivo de futebol Marcelo Paz, o Talleres é a prioridade número 1. O débito de R$ 23,35 milhões (mais juros) referente à contratação de Rodrigo Garro é o que tem o risco mais iminente de virar uma punição oficial na FIFA.

A gravidade do caso fez o presidente Osmar Stábile tomar uma atitude extrema: ele viajou pessoalmente à Argentina para sentar à mesa com Andrés Fassi, presidente do Talleres. A cartada do Corinthians foi oferecer um pagamento à vista, com desconto, para matar a dívida de uma vez por todas e tirar o clube da mira da entidade máxima do futebol.

A Bomba-Relógio chamada Memphis Depay

Se a dívida de Garro ameaça o CNPJ, a situação de Memphis Depay ameaça o campo e a política. O Corinthians admite que os atrasos com o atacante holandês já ultrapassam os R$ 30 milhões em luvas e bônus de performance.

O clube já falhou em cumprir um parcelamento anterior e precisou reabrir negociações. O grande agravante é o calendário: o contrato de Memphis termina em 20 de junho de 2026. Cada dia de atraso salarial é um argumento a mais para o estafe do jogador travar qualquer conversa de renovação, gerando um desgaste público irreparável com o maior símbolo esportivo recente do Timão.

O PIX da Salvação: O Novo Patrocínio Máster

O que dá esperança ao torcedor corintiano é o “gatilho” financeiro recém-assinado. O novo contrato de patrocínio máster com a Esportes da Sorte (garantindo R$ 150 milhões fixos, podendo chegar a R$ 200 milhões por ano) é a ponte para o caixa. Diferente do acordo anterior, que “carimbava” o dinheiro especificamente para Memphis, o novo vínculo dá liberdade total para a gestão de Osmar Stábile usar a verba onde a corda está mais esticada. E, neste momento, nada é mais urgente do que pagar o Talleres.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.