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Contrato gigante até 2029: por que o novo máster do Corinthians é um marco

O Corinthians acaba de garantir o oxigênio que precisava para não sufocar em meio à sua mais grave crise financeira. O presidente Osmar Stábile, que há meses trabalha no limite para estancar a sangria nos cofres do Parque São Jorge, oficializou a renovação do patrocínio máster com a Esportes da Sorte até o fim de 2029.

O acordo não é um luxo, é sobrevivência: o clube garantiu R$ 150 milhões fixos por temporada, com gatilhos que podem elevar o montante anual para a casa dos R$ 200 milhões. Para a gestão de Stábile, que herdou uma terra arrasada, essa injeção de capital é o divisor de águas entre o colapso e a reestruturação.

Quem acompanha os bastidores do Timão sabe que a situação não é de bonança. Ao longo dos últimos meses de sua gestão, Osmar Stábile precisou adotar uma política de austeridade extrema, cortando gastos e lidando com dívidas urgentes que ameaçavam o dia a dia do clube.

Para 2026, o novo contrato prevê um piso de R$ 160 milhões já no primeiro ano. Esse dinheiro não chega para “fazer loucuras” no mercado da bola, mas sim para honrar compromissos atrasados, pagar a folha salarial e evitar punições esportivas e bloqueios judiciais. É o respiro que a diretoria precisava para colocar a casa em ordem.

O Fim da “Amarra” Memphis Depay no Corinthians

A grande vitória técnica desta renovação está na liberdade do fluxo de caixa. No contrato anterior, uma fatia pesada (cerca de R$ 57 milhões) era obrigatoriamente destinada ao pagamento de salários e luvas do atacante Memphis Depay.

O novo vínculo derrubou essa barreira. Não há mais “verba carimbada” para um único atleta. Isso dá a Stábile o poder de usar os R$ 150 milhões fixos onde o Corinthians mais sangra no momento, permitindo uma manobra financeira real para quitar as pendências mais perigosas do clube.

O “Efeito Bets” Contra a Crise

O salto de arrecadação é brutal. O acordo anterior rendia uma média de R$ 103 milhões anuais. O aumento de quase 50% na receita da camisa principal é o pilar que sustenta o orçamento de 2026, que prevê R$ 255 milhões apenas em patrocínios. Com o máster garantido até o fim da década e operando dentro do novo domínio legal “.bet.br” (exigência do Governo Federal), o marketing do clube agora tem a tranquilidade para fatiar o restante do uniforme (barras, calção) e buscar receitas complementares.

R$ 200 milhões por ano parecem uma fortuna inesgotável para qualquer time comum, mas na profundidade da crise do Corinthians, esse valor apenas paga a conta de luz e evita o despejo. Osmar Stábile sabe disso melhor do que ninguém após esses meses de mandato.

Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.