A janela de transferências do Corinthians ainda está longe de fechar as portas. O noticiário desta segunda-feira (23) trouxe à tona o verdadeiro tamanho do planejamento alvinegro para 2026: a meta do clube é fechar um “pacotão” de 11 contratações na temporada. E para atingir o número mágico que garante um elenco competitivo, o técnico Dorival Júnior já avisou a diretoria que ainda aguarda a chegada de pelo menos mais quatro peças.
A informação, repercutida a partir da jornalista Bianca Molina (TNT Sports), confirma o que Dorival vem batendo na tecla desde janeiro nas coletivas: o grupo atual é bom, mas o elenco ainda não está completo para aguentar o tranco do ano.
Para a Fiel entender o desespero do treinador, basta olhar para o calendário. O Corinthians vai disputar Paulistão, Brasileirão, Libertadores, Copa do Brasil e Supercopa.
As oscilações físicas e técnicas deste início de ano provaram o ponto de Dorival: não dá para jogar 70 partidas com os mesmos 11 titulares. Ele não está pedindo contratações por luxo; ele está pedindo “redundância”. O Timão precisa de um banco de reservas que entre em campo e não deixe o nível da equipe despencar.
Quais São as 4 Peças Que Faltam a Dorival?
A comissão técnica já mapeou as carências e a diretoria sabe exatamente onde precisa focar o dinheiro que resta. O radar corintiano aponta para:
- Zaga: O clube perdeu opções recentes e precisa de defensores para garantir a rotação sem perder solidez.
- Lateral Esquerda: A busca é por um reserva imediato que mantenha a intensidade quando o titular precisar respirar.
- Meio-Campo: A carência ficou evidente após a negociação frustrada pelo volante Alisson. Dorival exige um “motorzinho” para o setor.
- Ataque: Falta ao menos mais um nome agudo para dar variação tática e impacto vindo do banco no segundo tempo.
O Freio da Diretoria do Corinthians
Apesar da pressa do campo, a gestão de Osmar Stábile adotou o lema do “não vamos fazer loucuras”. O Corinthians tenta reforçar o time sem estourar o orçamento, apostando em parcelamentos, empréstimos e oportunidades de mercado.
Isso significa que esses quatro nomes restantes podem não chegar todos nesta janela que se encerra em março. O clube trabalha com a possibilidade de fechar algumas contratações agora e deixar o “arremate final” para a janela europeia do meio do ano.
A conversa sobre o “pacotão de 11” escancara um diagnóstico preciso de Dorival Júnior. O futebol brasileiro não perdoa times de “onze homens”. Para levantar as taças que a Fiel exige em 2026, é preciso ter elenco para sobreviver a lesões, suspensões e convocações para Seleções.