A paciência do Corinthians com o volante venezuelano José Martínez chegou ao fim. Segundo o jornalista Paulo Vinícius Coelho (PVC), o clube decidiu rescindir o contrato do jogador, válido até o fim de 2027. O motivo? Uma combinação explosiva de indisciplina, atraso na reapresentação e uma lesão grave no joelho que teria ocorrido em uma “pelada” nas férias.
O departamento jurídico do Timão trabalha para tentar aplicar uma justa causa, mas sabe que está pisando em ovos. Enquanto a briga promete ir aos tribunais, a diretoria agiu rápido e anunciou a contratação do volante Allan, do Flamengo, nesta quarta-feira (11) para tapar o buraco.
A “Mancada” e a Lesão de LCA
A situação de Martínez é caótica:
- O Atraso: Ele voltou ao CT com mais de um mês de atraso, alegando problemas de passaporte na Venezuela.
- A “Pelada”: O clube investiga imagens que mostram o atleta jogando futebol amador nas férias.
- O Diagnóstico: Ao se reapresentar, foi constatado o rompimento do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo. Cirurgia e temporada praticamente perdida.
O Corinthians suspeita que a lesão ocorreu na “várzea”, o que configuraria quebra de contrato e desleixo profissional.
O Risco do Processo Milionário no Corinthians

O jogador se defende. O estafe de Martínez alega que ele sente dores desde a final da Copa do Brasil contra o Vasco e que o clube foi avisado. Se o Corinthians demitir por justa causa e não conseguir provar que a lesão foi nas férias, o clube pode levar um processo trabalhista gigante, tendo que pagar salários até 2027 e indenizações. É uma guerra de versões: o clube diz “foi na pelada”, o jogador diz “foi no trabalho”.
Allan, do Flamengo, Chega para Resolver
Diante da incerteza jurídica e da perda esportiva, o Corinthians não esperou. O clube confirmou a chegada de Allan, pedido de Dorival Júnior, para assumir a “camisa 5”. A contratação é uma resposta imediata à lacuna deixada pelo venezuelano.
O caso Martínez é um retrato do que o Corinthians não pode aceitar. Se o jogador realmente estourou o joelho jogando pelada nas férias enquanto recebia salário do clube, a justa causa é moralmente obrigatória. É um desrespeito com a instituição e com a Fiel.
Porém, juridicamente, o buraco é mais embaixo. O Corinthians precisa ter provas robustas. Tentar uma rescisão “na marra” e perder na justiça depois seria transformar um prejuízo de salário em uma dívida impagável. A diretoria tem que ser fria: se tiver prova, rua. Se não tiver, negocia um acordo e blinda o elenco, porque 2026 não aceita desaforo. Pelo menos a chegada de Allan mostra que o futebol, desta vez, foi rápido no gatilho.