A sirene ligou no Parque São Jorge. A situação de Memphis Depay deixou de ser apenas uma questão técnica para virar uma crise iminente de mercado. Dois clubes de Dubai — Al-Wasl e Shabab Al-Ahli — entraram na briga pelo holandês. E o cenário para o Corinthians é dramático: o astro entrou na “zona de perigo” contratual e, pelas regras da FIFA, já está livre para assinar um pré-contrato e sair de graça em julho de 2026.
O que está em jogo não é apenas a perda do camisa 10, mas a evaporação de um ativo valioso. Hoje, Memphis tem valor de mercado estimado em € 8 milhões (cerca de R$ 50 milhões). Se o Timão não agir rápido, esse dinheiro vira pó e o jogador sai pela porta da frente sem deixar um centavo nos cofres.
A Ofensiva do Golfo
Segundo apurações de mercado, o movimento de Dubai já começou.
- Al-Wasl: Chegou a formalizar uma oferta inicial, considerada baixa pelo estafe do atleta.
- Shabab Al-Ahli: Entrou no circuito com poderio financeiro para cobrir a pedida salarial. A estratégia dos árabes é clara: eles sabem que o jogador está em fim de contrato e usam o “prêmio de assinatura” (luvas) para seduzir, já que não precisam pagar multa rescisória ao Corinthians se ele sair no meio do ano.
O Dilema: Caos x Organização

O dinheiro é importante, mas não é tudo. Memphis já deixou claro publicamente que sua permanência depende de um ambiente “organizado”. A instabilidade política e administrativa do Corinthians é o maior cabo eleitoral dos rivais. O executivo Marcelo Paz tenta blindar o elenco e mantém discurso de otimismo pela renovação, mas sabe que negociar com a “faca no pescoço” (com o jogador podendo assinar com outro a qualquer momento) é o pior cenário possível.
As Três Opções do Corinthians
Hoje, a diretoria tem três caminhos, e todos são arriscados:
- Renovar Agora: Teria que pagar caro (aumento salarial e luvas) para convencer Memphis a ficar no meio do furacão político.
- Vender na Janela: Aceitar uma proposta “baixa” de Dubai agora (ex: R$ 15 ou 20 milhões) para garantir algum caixa, mas perder a referência técnica do time.
- O Risco Total: Segurar o jogador até julho, apostar que ele vai se apaixonar pelo projeto e renovar lá na frente. Se der errado, ele sai de graça.