O Corinthians respira aliviado e volta a operar com força total no mercado da bola. Após quitar a dívida referente ao zagueiro Félix Torres e ver a Fifa derrubar o transfer ban que impedia o registro de novos atletas, a diretoria alvinegra definiu seu alvo prioritário para o ataque: Kaio César.
O ponta de 21 anos, que pertence ao Al-Hilal, da Arábia Saudita, entrou na mira do Timão para atender a um pedido específico do técnico Dorival Júnior, que cobra publicamente a chegada de jogadores de velocidade e profundidade para “alargar o campo” neste início de temporada 2026.
As conversas foram abertas e ganharam tração nos últimos dias. O jogador, que foi comprado pelos sauditas por cerca de € 10 milhões (R$ 63 milhões à época) em 2025, perdeu espaço no elenco estelar comandado por Simone Inzaghi e vê com bons olhos um retorno ao futebol brasileiro para recuperar minutagem.
O Corinthians, ciente da necessidade de reforçar as beiradas do campo sem fazer “loucuras financeiras”, enxerga no empréstimo do jovem a oportunidade de mercado ideal: baixo custo de aquisição imediata e alto potencial técnico.
O Pedido de Dorival no Corinthians: “Amplitude e Velocidade”
A busca por Kaio César não é aleatória; é tática. Dorival Júnior identificou que o elenco atual carece de especialistas no “um contra um” pelas pontas. Kaio, que é canhoto mas atua preferencialmente pela direita cortando para dentro, encaixa no perfil de drible e aceleração que falta ao time. Além disso, o jogador está “fora dos planos” imediatos do Al-Hilal. Ele sequer foi relacionado para jogos importantes recentes, como o clássico contra o Al Nassr, o que sinaliza que o clube árabe está disposto a negociar sua saída por empréstimo para valorizar o ativo, em vez de deixá-lo encostado.
O Obstáculo de R$ 815 Mil Mensais
Se a parte técnica agrada, a financeira exige engenharia. Kaio César tem um salário de padrão saudita. Estimativas de mercado apontam que os vencimentos do atleta giram em torno de € 1,53 milhão por ano, o que, na conversão atual, resulta em um salário mensal próximo de R$ 815 mil.
Para o Corinthians, assumir esse valor integralmente é pesado, especialmente após o esforço de caixa para pagar dívidas na Fifa. A tendência é que a negociação caminhe para uma divisão de salários, onde o Al-Hilal arcaria com parte dos vencimentos, ou um modelo de empréstimo com opção de compra fixada, permitindo ao Timão testar o jogador antes de um investimento definitivo.