O Corinthians tem em mãos uma proposta milionária vinda da Itália, mas a matemática do negócio gera um impasse nos bastidores do Parque São Jorge. A Lazio entrou forte na disputa pelo atacante Yuri Alberto e colocou na mesa uma oferta de € 24 milhões (cerca de R$ 150 milhões).
O valor enche os olhos no montante total, mas o problema está na divisão do bolo: devido à complexa engenharia de direitos econômicos firmada na época da aquisição junto ao Zenit, o Timão não ficaria com o valor cheio. Pelos cálculos da diretoria, a venda resultaria em um lucro líquido de apenas R$ 60 milhões para o clube brasileiro, o que é considerado baixo para perder seu artilheiro titular.
A informação foi divulgada pelo apresentador Benjamin Back. Segundo a apuração, a divisão dos direitos prevê que o Corinthians retenha apenas 40% do valor da transferência. O Zenit, clube anterior do atleta, ainda detém 50% dos direitos, enquanto o estafe do jogador possui os 10% restantes. Essa partilha transforma uma venda de R$ 150 milhões em um repasse de “apenas” R$ 60 milhões aos cofres alvinegros, obrigando o presidente Augusto Melo a fazer contas para saber se vale a pena sacrificar a parte técnica por esse montante.
Dérbi Italiano por Yuri Alberto: Roma já ofereceu mais
A Lazio tenta aproveitar a janela de janeiro para levar o camisa 9, mas enfrenta a concorrência doméstica da Roma. O cenário na capital italiana está quente. A Roma chegou a apresentar uma oferta superior, na casa dos R$ 190 milhões, que foi recusada pelo Corinthians anteriormente.

A Lazio tenta “furar a fila” formalizando a proposta agora, aproveitando o timing da janela e a recente viagem de Yuri Alberto à Itália (tratada pelo clube como pessoal). No entanto, se o Corinthians recusou R$ 190 milhões antes, a tendência é endurecer o jogo contra os R$ 150 milhões da Lazio, a menos que a necessidade de caixa fale mais alto.
Contrato Longo no Corinthians e Multa de € 100 Milhões
O Corinthians tem um trunfo importante para não ceder à pressão europeia: o contrato. Yuri Alberto renovou seu vínculo e está protegido juridicamente. O contrato vai até julho de 2030 e possui uma multa rescisória de € 100 milhões para o exterior (cerca de R$ 600 milhões). Com esse respaldo, o clube paulista não precisa vender “na bacia das almas”.
A multa elevada serve como uma âncora para puxar as propostas para cima. A diretoria entende que, para abrir mão de um jogador com contrato tão longo, a compensação financeira precisa ser condizente com a dificuldade de encontrar um substituto no mercado.