O Atlético acompanha dois atacantes de 17 anos que despertam expectativa na base, mas não pretende conduzi-los ao profissional no mesmo ritmo. Riquelme está mais próximo de receber uma oportunidade, enquanto Gabriel Veneno ainda precisa avançar na preparação física, de acordo com a avaliação de Eduardo Domínguez.
As explicações do treinador mostram obstáculos diferentes por trás de uma situação aparentemente semelhante. Ambos buscam os primeiros minutos na equipe principal, mas a discussão sobre Riquelme passou por questões contratuais e documentais; no caso de Veneno, o cuidado apresentado pelo técnico envolve o desenvolvimento do jogador.
Riquelme se aproxima após resolver questão contratual
Domínguez explicou que uma pendência relacionada a documentos e assinatura havia interferido na presença de Riquelme com o grupo principal. Resolvida essa etapa, o atacante voltou a ser observado em condições de disputar espaço nos treinamentos.
“Agora, ele está treinando bem”, afirmou o treinador, em declaração reproduzida pelo ge sobre os planos para os dois jovens. O comentário sinaliza uma aproximação, embora não estabeleça uma partida para a estreia.
Riquelme renovou o contrato em agosto, com vínculo até dezembro de 2029. No clube desde os 11 anos, o atacante também transita entre as equipes sub-17 e sub-20, acumulando experiências antes de conseguir uma sequência entre os profissionais.
Veneno exige outro tipo de cuidado

Para Gabriel Veneno, a avaliação apresentada pelo treinador está concentrada na preparação para as exigências do elenco principal. Domínguez associou a cautela à necessidade de crescimento físico e à preocupação de não colocar o jovem em situações que abalem sua confiança.
“A parte física ainda tem que crescer”, explicou o argentino. A declaração não equivale a uma desistência de utilizá-lo, mas indica que a comissão considera necessário respeitar uma etapa anterior à estreia.
Veneno chamou a atenção do Atlético em 2023, durante a Copa Dois de Julho, e tem contrato até julho de 2028. Sua trajetória na base inclui convocações para a seleção brasileira sub-17, reconhecimento que convive com a avaliação mais cautelosa sobre o momento de enfrentar o futebol profissional.
O desempenho na base ajuda, mas não encerra a avaliação
Os números recentes de Veneno explicam parte da expectativa que acompanha seu nome. Segundo O TEMPO, ao detalhar a situação dos atacantes, ele marcou cinco gols e deu três assistências em sete partidas na sequência que levou o Galinho à fase decisiva do Brasileiro sub-17.
São oito participações diretas em gols nesse recorte, produção que dá uma medida de sua influência ofensiva na categoria. Ainda assim, a avaliação de Domínguez mostra que esse rendimento não é o único elemento considerado para integrá-lo ao time de cima.
Riquelme também construiu espaço nas categorias inferiores e passou a aparecer entre os relacionados do sub-20. As trajetórias oferecem sinais de evolução, mas a decisão sobre a estreia permanece ligada ao que a comissão identifica na rotina de trabalho e às condições de utilização de cada atleta.
A mesma idade não significa o mesmo momento
A comparação entre os dois permite uma leitura importante sobre a formação no Atlético: ter 17 anos não coloca todos os jogadores na mesma etapa. A documentação contratual, a preparação física e a resposta aos treinos aparecem nas explicações do técnico com pesos diferentes para cada caso.
Essa distinção também muda a forma de acompanhar a espera pela estreia. No caso de Riquelme, a sinalização é de oportunidade mais próxima após uma questão administrativa; com Veneno, o treinador explicitou uma preocupação com as condições em que essa oportunidade poderá acontecer.
A interpretação não é que um tenha mais talento ou um futuro melhor. As declarações tratam da possibilidade de aproveitamento agora, avaliação que pode mudar conforme o trabalho e a evolução de cada jogador.
O que observar nos próximos passos do Atlético
Para Riquelme, a atenção passa a estar na continuidade com o grupo e em como essa aproximação será traduzida em oportunidades. A fala do treinador abre uma perspectiva, mas ainda não permite prometer minutos ou participação em um compromisso específico.
Para Veneno, o sinal relevante será uma mudança na avaliação sobre sua preparação. Cobrar apenas a data da estreia deixaria de lado justamente o critério que Domínguez apresentou ao explicar por que adota um ritmo diferente com o atacante.
O desafio do Atlético é transformar a expectativa sobre a dupla em desenvolvimento acompanhado de perto. Entre aparecer como promessa e sustentar uma participação no profissional, há decisões que precisam considerar as condições de cada jovem — e o treinador deixou claro que, neste momento, elas são diferentes.


