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O ex-presidente do Atlético, Kalil já escolheu vencedor da Copa entre Argentina e Espanha

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Alexandre Kalil já escolheu seu lado na final da Copa do Mundo de 2026. Ex-presidente do Atlético e ex-prefeito de Belo Horizonte, ele declarou torcida pela Argentina, que enfrentará a Espanha no próximo domingo, e resgatou a ligação criada entre a seleção de Lionel Messi e a Cidade do Galo.

A manifestação ocorreu depois da vitória argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra, de virada, na semifinal disputada nesta quarta-feira, 15 de julho. Kalil elogiou a reação dos atuais campeões mundiais após saírem atrás no placar.

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“Sou Argentina doente. Hospedou em nossa casa em 2014. Mas o Messi continua não sentando na mesa do Pelé”, postou o ex-dirigente.

A torcida anunciada por Kalil não surgiu apenas pela atuação diante dos ingleses. Durante sua presidência no Atlético, foi ele quem negociou para que a Cidade do Galo se transformasse na casa da Argentina durante a Copa do Mundo de 2014.

A escolha criou uma relação que atravessou diferentes competições e levou Messi ao centro de treinamento alvinegro em outras duas ocasiões.

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Kalil negociou pessoalmente a vinda da Argentina

O acordo para receber a seleção argentina foi anunciado em outubro de 2013. Kalil viajou ao país vizinho e se reuniu com Julio Grondona, então presidente da Associação do Futebol Argentino, a AFA, para fechar a utilização do centro de treinamento localizado em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A Cidade do Galo foi reservada com exclusividade para a delegação. A estrutura oferecia cinco campos, três deles com dimensões oficiais, além de academia, áreas de fisiologia, departamentos médicos e alojamentos dentro do próprio complexo.

A configuração permitia aos jogadores treinar, descansar, realizar tratamentos e participar das reuniões técnicas sem sair do local. A distância relativamente curta até o Aeroporto Internacional de Confins também facilitava as viagens para as partidas da Copa.

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Messi, Ángel Di María, Javier Mascherano, Sergio Agüero e os demais integrantes do elenco passaram cerca de um mês no CT. A concentração ganhou decoração especial, com faixas em espanhol, imagens dos jogadores, espaços nas cores azul e branca e até um painel do papa Francisco.

A Argentina chegou à final daquele Mundial, mas perdeu o título para a Alemanha no Maracanã. Mesmo sem a conquista, a campanha transformou a Cidade do Galo em parte da memória argentina sobre a Copa de 2014.

O jornal La Nación descreveu o centro de treinamento como o lugar onde a seleção construiu o sonho de disputar a decisão. O ambiente reservado, os campos próximos dos quartos e a possibilidade de manter a delegação isolada da pressão externa foram apontados como vantagens da estrutura atleticana.

Torcida pela Argentina não é novidade

A manifestação de Kalil em 2026 recupera uma posição que ele já havia assumido durante a passagem dos argentinos por Minas Gerais.

Ao visitar a delegação em junho de 2014, o então presidente do Atlético afirmou que havia se tornado amigo de Julio Grondona e brincou com a presença das cores argentinas no centro de treinamento alvinegro.

“Tem duas coisas que eu sou diferente de todo atleticano: nunca tive raiva do Flamengo e nem da Argentina. Só do Cruzeiro”, declarou na ocasião.

Kalil também contou que tentou encontrar Messi durante a visita, mas não conseguiu falar com o camisa 10. Segundo ele, a qualidade do jogador justificava até mesmo a mudança visual da Cidade do Galo, tomada pelo azul e branco da seleção visitante.

A relação teve ainda uma contrapartida esportiva. Enquanto a Argentina utilizava o CT do Atlético na Copa, o elenco alvinegro passou um período de preparação no centro de treinamento da AFA, em Ezeiza, antes dos jogos contra o Lanús pela Recopa Sul-Americana.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.