O Atlético entra em campo nesta quinta-feira mais mexido do que gostaria. Para enfrentar a Chapecoense, Eduardo Domínguez perdeu nomes importantes por causa da Data Fifa e ainda segue sem dois jogadores no departamento médico. O cenário obriga o treinador a mudar outra vez a estrutura do time e buscar, fora de casa, a primeira vitória do Galo como visitante neste Brasileirão.
Quem está fora hoje
Os desfalques do Atlético para o jogo são Júnior Alonso, Preciado, Cissé e Alan Minda, todos ausentes pela Data Fifa e pela logística de retorno. Além deles, Maycon segue em fase final de recuperação de lesão muscular na panturrilha e Índio continua no departamento médico.
Em compensação, o time ganhou os retornos de Vitor Hugo e Alexsander, enquanto Iván Román, Vitão e Alan Franco ficaram disponíveis após os compromissos por suas seleções. Ainda assim, o pacote de ausências tira do time duas peças do lado direito, um zagueiro titular e uma opção ofensiva de velocidade — profundidade, rotação e parte da base que Domínguez vinha usando.
O desenho que Domínguez deve usar
A tendência é de manutenção de uma estrutura com três zagueiros, repetindo a ideia do último jogo antes da pausa. O desenho mais provável aponta para Everson; Ruan, Lyanco e Vitor Hugo, com alas pelos lados e um meio-campo de combate e sustentação. Na frente, Hulk e Cassierra aparecem como dupla mais provável.

Esse formato faz sentido por dois motivos. Primeiro, protege melhor um time que perdeu peças de lado e chega desfalcado. Segundo, ajuda o Atlético a controlar transições e a não se expor fora de casa — exatamente onde mais sofreu até aqui. O Galo perdeu os quatro jogos que fez como visitante no campeonato, então o plano parece menos ousado e mais funcional: fechar a estrutura, ganhar duelos e usar Hulk como referência para acelerar nas transições.
Onde o jogo pode ser decidido
A Chapecoense está invicta em casa no Brasileirão, o que aumenta o peso da organização defensiva do Atlético. A estratégia de Domínguez deve passar por um time mais compacto, com menos espaço entre as linhas, alas mais responsáveis sem a bola e ataque mais direto.
Se o Galo conseguir sustentar bem a primeira pressão da Chape, a tendência é usar a qualidade de Hulk e a presença de área de Cassierra para machucar em transições e bolas mais rápidas. O equilíbrio entre não se expor e criar de forma objetiva será o desafio central da noite.
Jogo e transmissão
Chapecoense x Atlético acontece nesta quinta-feira, 2 de abril, às 19h, na Arena Condá, com transmissão do Premiere.
O duelo vale muito para o Galo: mais do que três pontos, o time precisa finalmente mostrar fora de casa a competitividade que já conseguiu exibir em alguns momentos como mandante.