O futuro do atacante Hulk no Atlético-MG ganhou contornos definitivos sob a ótica institucional. Em entrevista à CNN Brasil, o diretor executivo Paulo Bracks foi categórico ao afirmar que o clube não cogita encerrar o ciclo do camisa 7 por iniciativa própria, transferindo a responsabilidade da decisão final inteiramente para as mãos do jogador.
A declaração afasta qualquer ruído sobre um possível desgaste ou intenção da diretoria de acelerar a despedida do veterano. Para a cúpula alvinegra, Hulk segue como a peça central do projeto esportivo na Arena MRV.
A posição oficial “Ele vai parar na hora que decidir parar”
O tom utilizado por Paulo Bracks na entrevista evidencia o patamar de intocável que Hulk atingiu nos bastidores do clube. Classificando o atacante como “o maior ídolo da história do Atlético”, o dirigente cravou que não existe a menor possibilidade de o Galo forçar a aposentadoria do atleta.
Segundo Bracks, a relação entre a instituição e o jogador é um “casamento estável”, pautado na transparência e no respeito mútuo. “A gente não quer encerrar a carreira dele, ele não quer encerrar a carreira dele. Ele vai parar na hora que ele decidir parar, não que o clube vai parar ele”, resumiu o executivo.
Essa postura blinda o ambiente do vestiário e mostra ao mercado que o Atlético-MG trata seus ídolos históricos com o peso institucional que merecem, afastando a lógica fria de mercado na hora de debater o fim de um ciclo tão vitorioso.
O cenário contratual: Galo faz sua parte e coloca proposta até 2027 na mesa

O atual vínculo de Hulk com o Atlético-MG se encerra em dezembro de 2026. Pela legislação esportiva, o atacante estaria livre para assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe a partir da janela do meio do ano, deixando Belo Horizonte sem custos.
No entanto, a diretoria alvinegra se antecipou ao calendário. Conforme o próprio Paulo Bracks já havia revelado anteriormente à ESPN, o clube apresentou oficialmente uma proposta de renovação estendendo o contrato até o fim de 2027.
Esse detalhe altera completamente a narrativa da negociação. Não há omissão ou lentidão por parte da SAF. O Atlético-MG já fez o seu movimento no tabuleiro, garantiu as bases financeiras e abriu as portas para a continuidade. O que resta, neste momento, é o tempo de reflexão do próprio atleta.
O que falta para o martelo ser batido?
Para a torcida atleticana, o recado é de uma indefinição controlada. O clube cumpriu todas as etapas institucionais: exaltou publicamente a importância do camisa 7, formalizou o desejo de permanência e colocou o contrato na mesa.
Hulk, que não dá sinais de queda de rendimento físico ou desejo de aposentadoria imediata, agora dita o ritmo das conversas. A decisão deixou a esfera corporativa da diretoria e entrou no campo estritamente pessoal e familiar do jogador. O Galo não empurrará seu ídolo para fora de casa; caberá a ele definir se 2026 será o seu “último tango” ou se a história ganhará mais um capítulo em 2027.