HomeEsportesAtléticoAtlético-MG é condenado por enviar camisa falsa no sócio torcedor

Atlético-MG é condenado por enviar camisa falsa no sócio torcedor

O departamento jurídico do Atlético-MG registrou uma condenação em primeira instância decorrente de uma falha operacional no programa Galo Na Veia (GNV). A Justiça determinou que o clube indenize dois torcedores que receberam uma camisa falsificada como parte dos benefícios do plano “Forte e Vingador”.

A sentença estabelece o pagamento de R$ 4 mil por danos morais, além da obrigação de enviar dois exemplares originais do uniforme — nos tamanhos M e G — no prazo de dez dias. Em caso de descumprimento, o magistrado fixou uma multa diária de R$ 1 mil, limitada ao teto de R$ 10 mil.

Falha na entrega de camisa exclusiva All Black gera condenação judicial

O caso envolve a camisa “All Black”, um modelo produzido em parceria com a adidas e destinado exclusivamente aos sócios que aderiram ou renovaram o plano premium em 2025. O produto não foi disponibilizado para venda em lojas oficiais, sendo um ativo de fidelização enviado diretamente ao endereço cadastrado dos associados.

De acordo com os autos do processo, as peças foram entregues em outubro de 2025. Contudo, os torcedores identificaram que um dos uniformes chegou sem etiquetas de autenticidade e em tamanho divergente do solicitado.

Ao buscarem a substituição do item, os associados foram informados por canais oficiais de que a peça recebida era falsificada. A Justiça entendeu que houve descumprimento de obrigação contratual, uma vez que o benefício prometido no plano anual não foi entregue conforme as especificações de originalidade da fornecedora.

Logística do Atlético-MG: processo aponta erro na cadeia de expedição de uniformes oficiais

O ponto central da disputa jurídica reside na cadeia de distribuição do programa. Como a camisa All Black era um benefício enviado por via postal, sem necessidade de retirada física em balcão, a falha operacional foi localizada entre as etapas de separação, expedição e entrega final.

Embora o processo não identifique nominalmente um parceiro logístico terceirizado como responsável direto pelo erro, a responsabilidade objetiva foi atribuída ao Atlético-MG na condição de fornecedor do serviço.

A decisão judicial destacou que o clube não conseguiu comprovar o cumprimento integral da entrega original ou qualquer fator que anulasse o direito dos consumidores. A tese de que o uniforme previsto no plano anual foi substituído por uma peça inidônea prevaleceu diante da ausência de provas contrárias por parte da instituição.

Defesa do Galo alega caso isolado e confirma recurso contra sentença

Em sua sustentação de defesa, o Atlético-MG alegou que a camisa apresentada pelos torcedores na ação judicial não corresponde ao item efetivamente despachado pela sua operação. O clube reforçou que o volume de entregas do modelo All Black superou 20 mil unidades em 2025 e que este teria sido o único registro de reclamação dessa natureza.

A diretoria atleticana também levantou a hipótese de que a peça poderia ter sido adulterada em algum ponto do fluxo logístico fora de seu controle direto. Entretanto, o magistrado considerou que o réu não se desincumbiu do ônus de demonstrar a regularidade da entrega ou a culpa exclusiva de terceiros.

O Atlético-MG já informou institucionalmente que pretende recorrer da decisão. Enquanto o processo segue nos tribunais, o episódio gera um impacto direto na reputação do programa Galo Na Veia, transformando um benefício de fidelização em um passivo jurídico e operacional.

Esportes Redação
Esportes Redação
Jornalista esportivos que trabalham há mais de 15 anos na cobertura diária dos principais clubes brasileiros, com foco em Atlético, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Botafogo.