O empate amargo em 3 a 3 com o Remo deixou uma certeza na cabeça do torcedor do Atlético: Gustavo Scarpa não pode ser banco neste time. O meia, que entrou na fogueira e distribuiu assistências decisivas para evitar a derrota, vive um momento paradoxal na Cidade do Galo. Enquanto Jorge Sampaoli insiste em deixá-lo como opção entre os suplentes por “escolha tática”, o camisa 6 responde em campo sendo o líder de assistências da temporada. E essa situação de “banco de luxo” já despertou o interesse de um gigante rival: o São Paulo.
O “Profissional” que Resolve o Atlético-MG
Após o jogo, Scarpa evitou colocar lenha na fogueira, mas sua fala ecoou forte nos bastidores.
“Sou profissional, respeito as decisões do treinador. Quero evitar polêmicas e entregar o meu máximo nos minutos que tiver”, disse o meia. A postura “política” esconde um fato gritante: Scarpa mudou a cara do time contra o Remo. Ele deu o passe para o gol de Ruan Tressoldi e a assistência salvadora para Dudu nos acréscimos.
São Paulo de Olho na “Oportunidade”
O mercado sente cheiro de sangue. Sabendo que um ativo desse tamanho (avaliado em € 6 milhões / R$ 37 milhões) está insatisfeito com a minutagem, o São Paulo fez sondagens para monitorar a situação. O Atlético, por enquanto, faz jogo duro. O clube pagou cerca de R$ 27 milhões para trazê-lo e tem contrato até dezembro de 2027. Porém, a diretoria sabe: manter um jogador desse nível e custo no banco é um convite para o assédio de rivais.
Sampaoli x A Lógica
A justificativa de Sampaoli é técnica: ele prefere outros perfis para iniciar as partidas. Mas os números jogam contra o argentino. Scarpa é o líder de assistências do Galo em 2026 (4 passes para gol). A cada jogo que ele entra e decide, a pressão da torcida sobre o treinador aumenta.
Ter Gustavo Scarpa no banco não é luxo, é desperdício. O Atlético gastou uma fortuna para trazer o melhor jogador do Brasil em 2022, e Sampaoli o utiliza como “tapa-buraco” de segundo tempo.
A atuação contra o Remo provou que a visão de jogo de Scarpa é diferenciada. Se o Galo continuar tratando seu camisa 6 como reserva, o São Paulo (ou qualquer outro com dinheiro) vai chegar com uma proposta de titularidade e levar o craque embora. A Massa não vai perdoar Sampaoli se ele “queimar” o jogador a ponto de reforçar um rival direto. Scarpa pede passagem, e a bola pune quem teima com o talento.