A negociação parecia caminhar para um final feliz, mas esbarrou em um muro financeiro. O empréstimo do atacante Júnior Santos do Atlético-MG para o Bahia travou. O motivo? Ninguém quer pagar a conta sozinho. O jogador, que foi comprado pelo Galo por uma fortuna no ano passado, tem um custo mensal estimado em R$ 1,5 milhão. O Atlético quer que o Bahia assuma 100% desse valor. O Tricolor de Aço, por sua vez, achou a pedida salgada demais e tenta dividir o boleto.
O Impasse dos R$ 18 Milhões no Atlético-MG
A matemática assustou a diretoria do Bahia.
- A Pedida do Galo: O clube mineiro quer “limpar a folha” e propôs que o Bahia pague o salário integral durante o ano de empréstimo.
- O Custo Real: Isso significaria um investimento de cerca de R$ 18 milhões em 12 meses apenas em salários, sem contar eventuais taxas de empréstimo.
- A Contraproposta: O Bahia aceita o jogador, mas quer que o Atlético continue pagando uma parte dos vencimentos (o famoso split salarial).
De “Grande Reforço” a Problema de Gestão
O Atlético tem pressa para resolver a situação porque Júnior Santos virou um ativo caro e parado.

- O Investimento: O clube pagou entre R$ 47 e R$ 48 milhões no início de 2025 para tirá-lo do Botafogo.
- O Retorno: O atacante conviveu com lesões (incluindo uma cirurgia no púbis), fez apenas 2 gols em 28 jogos e não atua desde setembro do ano passado.
- Hoje: Ele treina na Cidade do Galo, mas sequer foi relacionado para os jogos de 2026.
O Risco da Operação
O Bahia vê em Júnior Santos um potencial titular, mas o modelo de negócio é arriscado. Além do salário astronômico, o Galo quer incluir cláusulas de opção ou obrigação de compra. O Tricolor baiano entende que, se pagar o salário cheio e ainda assumir o risco da compra futura, a operação fica desproporcional para quem está levando um atleta que vem de longa inatividade.
O impasse é a cara do mercado brasileiro atual: todo mundo quer o jogador “de nome”, mas ninguém quer assumir o custo de elite sozinho. O Atlético-MG tenta desesperadamente se livrar de uma folha de R$ 1,5 milhão de um jogador que não usa, tratando o Bahia como a solução mágica para seu erro de planejamento.