A estreia do Brasileirão 2026 entregou um primeiro tempo de alta rotação e estratégias opostas na Arena MRV. O Palmeiras de Abel Ferreira foi fiel ao seu estilo “cirúrgico”: controlou os espaços, silenciou a torcida cedo e abriu o placar na bola parada. O Atlético, nervoso e com dificuldade de penetração, precisou de um lance de insistência nos minutos finais para ir ao vestiário com o empate.
O Domínio Alviverde (0-30 min): O Palmeiras começou melhor, explorando as costas de Renan Lodi e a insegurança inicial da zaga atleticana. O gol saiu aos 27 minutos, na especialidade da casa: escanteio cobrado por Andreas Pereira e Flaco López, soberano, subiu mais que a defesa para cabecear firme. O 1 a 0 premiou o time que sabia exatamente o que fazer com a bola.
A Reação do Galo (30-45 min): Sampaoli precisou ajustar o time em campo, pedindo mais agressividade. O Atlético cresceu na base da pressão física, mas esbarrava na muralha defensiva do Verdão. O empate veio no “abafa” aos 44 minutos: Igor Gomes achou Lodi na área, o lateral finalizou mal, mas a sobra caiu nos pés de Victor Hugo. O meia, novidade na escalação, não perdoou e bateu cruzado, contando com desvio em Carlos Miguel para igualar.
3. Estatísticas Chave (1º Tempo):

- Posse de Bola: Leve vantagem para o Atlético (tentando propor), mas estéril na maior parte do tempo.
- Destaque Positivo (PAL): Flaco López. Além do gol, foi o desafogo no pivô e ganhou quase todas pelo alto.
- Destaque Positivo (CAM): Victor Hugo. Foi quem mais tentou quebrar linhas e foi premiado com o gol de oportunismo.
- Ponto de Atenção: O lado esquerdo da defesa do Galo (Renan Lodi) foi o mapa da mina para o Palmeiras no início.
4. Expectativa para o 2º Tempo:
O empate no fim muda o cenário emocional. O Atlético volta “vivo” e com a arquibancada empurrando, o que deve forçar Sampaoli a adiantar as linhas. Para o Palmeiras, o desenho do contra-ataque com a velocidade de Vitor Roque (ou a entrada de opções como Estêvão/Rony, se estiverem no banco) fica ainda mais convidativo. A tendência é de jogo aberto: o Galo vai se expor para virar, e o Verdão terá o campo que tanto gosta para matar o jogo.