O Atlético-MG está a uma assinatura de confirmar seu mais novo reforço para o meio-campo em 2026. Victor Hugo, jovem de 21 anos revelado pelo Flamengo e que estava emprestado ao Santos, é a aposta da vez na Cidade do Galo. A negociação, que já está nos ajustes finais de documentação, foi fechada em um modelo de “sociedade”: o Atlético pagará US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 13,4 milhões) para adquirir 50% dos direitos econômicos do atleta.
O Flamengo manterá a outra metade, apostando em uma valorização futura sob o comando de Jorge Sampaoli, enquanto o Santos, que serviu de ponte na carreira do jogador, também sairá ganhando financeiramente.
Segundo o ge, a operação foi costurada para atender a todas as partes. O Galo consegue um reforço pedido pelo treinador sem comprometer uma fatia gigante do orçamento; o Flamengo garante caixa imediato e mantém um ativo potencial; e o Santos recebe a chamada “taxa de vitrine”.
Como o contrato de empréstimo com o Peixe ia até julho, o clube paulista terá direito a 10% do valor da transação, embolsando US$ 250 mil (cerca de R$ 1,34 milhão) apenas pela exposição dada ao atleta nos últimos meses.
O Fator Sampaoli no Atlético-MG e a “Conexão Ninho” no Flamengo

A chegada de Victor Hugo não é aleatória; ela tem o carimbo do treinador. Jorge Sampaoli trabalhou com o meia no Flamengo em 2023 e, na época, foi enfático ao elogiar o garoto, dizendo que ele não era promessa, mas “realidade”. Além do técnico, há outro trunfo de bastidor: Luiz Carlos Azevedo, atual gerente de base do Atlético.
Luiz Carlos tem relação antiga com o jogador, tendo sido o responsável por sua captação ainda na base do Flamengo. Essa familiaridade com o staff e com o estilo de jogo facilitou o convencimento do atleta, que chega para brigar por posição em um setor que Sampaoli considera vital para a intensidade do time.
Salário “Controlado” e Ajuste de Folha
Outro ponto positivo da negociação é o impacto na folha salarial. Victor Hugo não chega com status de estrela milionária. Os vencimentos do atleta no Flamengo e no Santos giravam entre R$ 120 mil e R$ 200 mil.
Mesmo com uma provável valorização na vinda para BH, ele se encaixa em uma faixa salarial intermediária/baixa do elenco atleticano. Isso permite ao Galo adicionar profundidade ao plantel sem inflar os gastos mensais, preservando recursos para eventuais “tiros de canhão” em outras posições carentes.