A relação entre Rony e Atlético-MG, que já estava desgastada, parece ter chegado a um ponto de ruptura neste fim de semana. O atacante, ao ser cobrado por torcedores na porta do CT sobre a ação judicial movida contra o clube em 2025, justificou sua atitude alegando que buscou seus direitos “para que todo mundo recebesse”, citando especificamente funcionários que estariam com vencimentos pendentes.
A declaração caiu como uma bomba na diretoria alvinegra. A cúpula da SAF considerou a fala improcedente e prejudicial à imagem da instituição, criando um clima insustentável que deve acelerar a saída do jogador para o Santos.
A versão de Rony gerou desconforto imediato porque contradiz os fatos internos. O veículo relatou que, embora tenha havido episódios pontuais de atraso em direitos de imagem de atletas, os funcionários administrativos e operacionais do clube não sofreram com pendências financeiras no período citado. A
o expor uma suposta inadimplência generalizada que a direção garante não ter existido, Rony transformou um problema técnico e jurídico em uma crise de reputação. Agora, o Galo, que antes negociava com paciência, vê na venda para o Santos a solução mais rápida para “limpar” o ambiente.
O Negócio de Rony com o Santos: Valores e Travas

O Santos quer Rony, e o Atlético quer vender. O problema, como sempre, é o preço. O Galo pagou caro para tirar o jogador do Palmeiras em 2025 (cerca de US$ 6,5 milhões) e não aceita “rifar” o ativo.
- A Pedida: O negócio gira em torno de € 4 milhões fixos + € 1 milhão em metas (pacote total próximo de R$ 30-33 milhões).
- O Entrave: O Santos, com orçamento limitado, tentou inicialmente um empréstimo ou valores menores (na casa dos US$ 3 milhões).
- A Postura do Galo: O diretor Paulo Bracks já avisou que recusou propostas baixas e que não liberará o jogador se a oferta não cobrir a amortização do investimento e o alívio na folha salarial.
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No futebol moderno, gerido por SAFs, desempenho é rei, mas a reputação é a rainha. Rony poderia ter justificado a ação judicial de mil formas, mas escolheu a única que ataca a credibilidade financeira da empresa: dizer que os funcionários humildes não recebiam. Se isso não for verdade (como a imprensa mineira aponta), é imperdoável corporativamente.
O Atlético agora tem pressa. Antes, vender Rony era uma opção de mercado; hoje, é uma necessidade de higiene corporativa. O Santos sabe disso e deve usar esse desespero para tentar baixar a pedida dos € 5 milhões. Mas o desfecho é claro: Rony não tem mais clima para vestir a camisa do Galo. A questão agora é apenas quantos milhões o Atlético aceita perder para resolver o problema.